quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Gossip Girl (2021) - Reviravoltas dignas de uma turma da quinta série (Análise da 1º Parte)

 

Como um enorme fã de Gossip Girl (já devo ter visto umas seis vezes a primeira versão), eu não perderia por nada o tão aguardado retorno da menina fofoqueira de Nova York, mas também como um enorme fã eu me torno ainda mais crítico e exigente, e mesmo assim, como um enorme fã, eu já sabia que as coisas iam mudar, e estava disposto a aceitar, mas P*#@ QUE PARIU!!

Não preciso nem dizer que este post tem muitos spoilers, já que pretendo descarregar todas as minhas mágoas e decepções aqui, então, sinta-se avisado, mas honestamente, não há um spoiler, já que NADA acontece, nessa primeira parte, por que SIM, a HBO decidiu dividir em duas partes 12 episódios, o que eu acho que foi um grande erro, já que essa série não tem um grande plot, tendo dito isso...

Personagem "Serena" da primeira Gossip Girl
Eu já gostaria de começar falando do primeiro episódio. Todos se lembram da primeira cena do Gossip Girl original, ao som de Young Folks, aquele assobio inesquecível, a sequência imagens de Nova York ao ritmo, e entra a Garota do Blog sua primeira e única fonte por dentro da vida escandalosa da elite de Manhattan, aquela é a abertura de série mais memorável de todos os tempos, e eu imaginei que ao menos se prestar a fazer uma homenagem àquilo essa nova versão se prestaria, mas não, temos uma música que não fede nem cheira, nós não temos um grande enaltecimento da cidade, não temos, nós sabemos que se passa em Nova York por que às vezes alguém fala, e por que nós já conhecemos a original. Mesmo assim de certa forma isso mantém o legado da primeira versão.

Nessa versão somos apresentados a alguns personagens que são TÃO MUTÁVEIS quanto a Mística dos X-Men, e não é exagero!

Começando pela Julien que deveria ser uma espécie de Blair, já que ela é a rainha do colégio, a influencer, a ditadora da moda, mas ela tem um instinto de Regina George um pouco inferior, na verdade ela até parece ser uma boa pessoa, ela tenta ter uma relação com sua irmã "recém" descoberta, e então o seu namorado agora está com sua irmã, e ela fica um nojo, mas novamente elas se resolvem, tudo isso no primeiro capítulo, se não me engano, daí mais pra frente ela vira uma monja vegana livre

de maldade, livre de maquiagens e  redes sociais, e então ela se volta contra a irmã por uma armação das cobras que ela chama de amiga, e depois ela está se perdoando com a irmã, e então ela está feliz por a irmã estar com o ex dela, e no fim ela termina beijando o ex dela novamente. Bem, eu obviamente tenho muito para falar do personagem que é o ex dela, o Obie, mas só esclarecendo que a Julien é uma das melhores personagens dessa série, mesmo o roteiro a bagunçando inúmeras vezes, talvez, para a fazer aparecer novamente, por quê talvez ela não estar em uma intriga ou um romance, estivesse diminuindo seu destaque diante dos outros do elenco.

Obie é simplesmente o personagem mais insuportável e inútil da série. Em todas, TODAS, as cenas em que a aparece ele está com uma cara de porta. Eu acho que o pai da Zoya que aparece alguma vezes, tem mais falas que esse Obie, e ele é pra ser um dos principais. De qualquer forma, Obie se separa da Julien por quê começa a gostar do jeito que a Zoya se impõem e como ela é divertida, mas de uma hora para a outra ele começa a ficar incomodado com as novas atitudes da garota, ou como ela se mostrando para empenhada em ajudar algumas causas, e daí decide que agora está novamente apaixonado pela sua EX que ele terminou pois não a achava interessante??? Talvez esse personagem seja o problema da série, todas as meninas querem ele, mas se elas não estão boas o bastante ele as troca, e ainda sai fingindo de bonzinho e causando uma rivalidade feminina!

Zoya, uma personagem irritante, pois é muito infantil, e cria intrigas infantis do tipo "Ele está comigo por quê gosta mais de mim e não gosta de você *assopra língua*", mas então nos lembramos que é uma menina de 14 anos (E temos que parar pra pensar um pouco que todos os personagens são adolescentes, mas que são super maduros, e quase não lembramos que eles são adolescentes por que 90% da série se passa em festas, 5% em casa e os restantes 5% na escola), então essa garota de 14 anos começa a ter atitudes do tipo FALAR COM UM OUTRO CARA e o namorado dela dá um show de ciúme sem noção e tóxico (Sim estamos falando do Obie), e descobrimos que ela tem um segredo secreto, mas quando é revelado é uma besteira irrelevante, por fim a personagem se mostra super empoderada e militante, super conhecedora da política, com 14 anos, novamente, namorado dela não gosta e vai pegar a ex.

Audrey, Aki e Max, que eu falarei juntos, já que a série praticamente une eles em todos os episódios. A série começa mostrando que Audrey e Aki namoram, mas ambos pensam no Max para ficarem excitados o suficiente. Então temos Max, um verdadeiro estereótipo de pessoa Queer que não consegue

ficar sem fazer sexo a cada 10 minutos, o que é bem desprezável do roteiro, ele está interessado no professor, o fetiche dele, e arrasta Aki para seu plano, despertando os sentimentos de Aki, que já existiam por ele, mesmo assim, isso ainda permanece em segredo. Depois Max ataca novamente, desta vez Audrey, que estava bêbada e não conseguiu resistir, ela já estava sedenta por ele. Isso gera um segredo, bobo, que é facilmente resolvido. Inicia-se uma discussão sobre a sexualidade de Aki, e sobre a saúde mental da mãe de Audrey, esses conflitos quebram um pouco o clima CARNAL do trisal, que oficializam no fim do último episódio se pegando intensamente após um jantar que não faz nenhum sentido.

Luna, uma personagem coadjuvante, que é até cortada do último episódio basicamente, mas que é muito interessante, e é a única que eu não tenho críticas, ela é perfeita, ela tem uma personalidade, e não há uma mutação repentina a cada 2 episódios. Luna é Luna, intensa, sutil e cortante.

Monet, não preciso nem comentar, uma personagem coadjuvante, mais ou menos, que não fede nem cheira, e o método que a série arrumou de nos dizer que ela é lésbica, é colocando ela se pegando com uma garota, ao lado do Luna enquanto a mesma fazia uma ligação, o que gerou uma das cenas mais patéticas que eu já vi, onde Monet para de se pegar e olha para Luna para saber o que ela está falando, e volta a se pegar, e para, e volta, e para e volta. Sério, quem fez esse roteiro? A cena serviu literalmente só pra falar "GALERA ESSA PERSONAGEM É LÉSBICA!!".

O casal mais chato da série, a professora Kate e o pai da Zoya. O pai da Zoya é um personagem TÃO CHATO e COM TANTAS FALAS, ele existe pra nos cansar e deixar os episódios longos. A Kate poderia ser uma personagem interessante, mas ela é a professora boazinha, fofinha, tipo??? Os dois não tem química, enrolam e falam coisas desinteressantes. O elenco "adulto" desta versão de Gossip Girl está decepcionante, e eu estou falando dos PERSONAGENS, não dos ATORES.

E obviamente, não poderia deixar de comentar da maior e mais estranha e bizarra ideia já tida na história por produtores de séries, que pegaram para fazer um reboot de Gossip Girl, e não somente revelam quem ela é no início, como coloca ela para ser PROFESSORES!
Pois é gente, eu não superei, eu nunca vou aceitar isso, e o pior de tudo, desde o episódio 1 até o 6 essa palhaçada continua, o que sinceramente tira muito da importância da Gossip Girl. Embora o roteiro tente fazer a gente se importar com a existência dessa página da Gossip Girl no Instagram, essas cenas são descartáveis, e a existência de uma Gossip Girl só é relevante mesmo quando ela causa uma intriga que é PESADA, por quê quase sempre os personagens estão tipo "Olha só o que ela postou", "Eu vi na Garota do Blog", "Tá na Garota do Blog já", tipo??? A série quer muito que o expectador ligue para a existência dela, mas o grande lance da antiga Gossip Girl era que as pessoas queriam saber tudo que a Garota do Blog postava por que ninguém sabia quem ela era, e talvez tivessem pistas, e as publicações dela afetavam quase sempre MUITO os personagens e a gente odiava ela fazendo aquilo com nosso personagens favoritos, e amávamos também. Aqui nós temos um grupo de personagens ADULTOS que agem como crianças deixando bilhetinhos na carteira dos colegas para causar intriga. Sério? Sério que até o episódio 6 essa conta não foi hackeada e as coisas mudaram? A mudança que eles fizeram foi DESABILITAR OS COMENTÁRIOS e recomeçar a Gossip Girl, mas ainda SÃO OS PROFESSORES INFANTIS PRA CARALHO!

Honestamente esse "plot" é tão frustrante e tão recorrente enquanto você assiste, não tem como deixar passar, e eu vou ficar muito decepcionado se até o fim dessa série essa conta não for hackeada e uma nova Gossip Girl entrar no pedaço, uma misteriosa e que levante e instigue a mim, não posso dizer do restante do público, mas que instigue a mim, pois eu vou continuar vendo, mas não quero me frustrar. Se eu quisesse ver ricos brigando e fazendo sexo eu assistiria Elite, eu quero ver a Gossip Girl sendo o mistério, sendo a destruidora, a implacável, é por isso que esse é o título da série, é pra ser sobre ela controlando todos, e não sobre ela sendo controlada.

Minha avaliação e crítica completa, na qual eu nem comentarei sobre esses pontos que já falei aqui, será após o final da primeira temporada. Até lá.

XOXO

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Cruel Summer ~ Os perigos da relutância humana

 

Cruel Summer, série que chegou recentemente na Amazon Prime Video, ganhou destaque e se tornou uma das queridinhas do público, e não é para menos, pois oferece um mistério, tão confuso quanto um simples sequestro. Teria uma garota nerd, se aliciado ao sequestro da garota popular que ela sempre desejou ser?

É com essa proposta que a série te prende, te amarra e te decepciona? Pois é, embora tenha se tornado uma das favoritas, eu tenho as minhas controvérsias a respeito, não apenas do fim, como do meio da trama, e aliás, tenho minhas controvérsias até à proposta da trama.

Por quê os humanos se recusam a resolver as coisas com uma simples conversa? É simples, se o fizessem, não teríamos 80% das obras literárias e cinematográficas, ouso dizer até que artistas da música teriam bem menos problemas para se basearem. Então talvez a arte esteja abusando por anos dos erros da humanidade, ou talvez isso seja até mesmo um fato, algumas pessoas só nunca tinham observado.

Não preciso nem dizer que esta crítica contém spoilers, mas pretendo fazer uma introdução dos pontos positivos e negativos, para mim, antes de entrar nos detalhes, eu avisarei. Dito isso:

Admito, a história da série é tão confusa, tão misteriosa que nos deixa com vontade de ir com sede ao pote, e comigo não foi diferente, tudo ali estava me prendendo, e eu fiquei sem intervalos até metade, mas a partir daquele ponto tudo começou a parecer tão mais lento, e parecia que a série queria segurar a solução do mistério até os 45 do segundo tempo, e isso foi cansativo. Uma série com três ou dois episódios a menos se beneficiaria mais de um mistério tão fácil de se resolver, que como eu disse, e que ficava na minha cabeça todo o momento, uma simples conversa entre os envolvidos colocaria um ponto final naquilo tudo.

Além disso, a série tenta simular uma realidade dos anos 90, indo na onda de resgate que está acontecendo nos últimos tempos, que iniciou-se com os anos 80, e agora já estamos na era dos 00's e final dos 90's, o erro da série é que ela faz isso bem mal. Se trocássemos os poucos elementos relevantes de alguns pontos da série, por elementos da atualidade como um computador moderno, televisores, celulares, eu não veria diferença. Hoje em dia até essas mesmas roupas estão na moda, e não é como se os elementos antigos utilizados na série não pudessem ser substituídos, ou se elementos modernos atrapalhariam e facilitariam demais a trama. A série se passar nos 90's aqui é apenas um recurso de divulgação, um recurso nostálgico, muito mal elaborado, pois até a trilha sonora é modernizada, utilizando músicas da época, mas em cover's de artistas atuais.

Finalizando esta parte, só gostaria de pontuar mais duas coisas, como o fato do personagem do pai da Jeanette mudar tão grotescamente de personalidade, pois em 1993 ele é alguém, mas em 1994 e 1995 ele é outro personagem, e eu não estou dizendo de caracterização ou que os acontecimentos mudaram ele, não, isso aqui ocorreu com todos os personagens, mas com o pai dela, a sensação é que é OUTRO PERSONAGEM. Em 1993 temos um pai doce e super preocupado, e super atencioso e que baba a filha mais do que tudo no mundo, mas nos anos seguintes, se torna outro personagem, em 94 ainda parece dar alguma atenção (mesmo parecendo outra pessoa) e em 95 se prova um ignorante completo.

Por fim, o filtro quase que preto e branco utilizado na edição das partes de 1995, é muito, MUITO, desagradável. Há recursos para fazer a fotografia das cenas parecerem mais frias, mais sombrias, mas a série utiliza um filtro de muito mal gosto para fazer isso. O primeiro episódio talvez seja o menos ofensivo aos olhos.

Embora eu tenha gostado da série bastante no início ela saiu de uma memória histórica, para mim, para algo que vou esquecer em breve. Agora vou comentar um pouco com spoilers, então, até mais, você que não deseja saber o fim desta história antes de ver com seus próprios olhos.


E é isso, como eu esperava, no último episódio, tudo se resolveu com uma conversa, até por que, como poderia ser resolvido aquela situação sem nenhuma das duas ficar como "errada da história", se elas não se encontrassem e percebessem o que havia acontecido de verdade.

Mas é claro que eu estou do lado que afirma com todas as letras que a Kate estava errada de qualquer forma. Ela acusou uma garota de não tê-la salvado de um sequestro, por que julgou que por ela estar olhando diretamente para esta pessoa, esta pessoa que também a olhava diretamente, estava a enxergando. Ela bate o pé nisso, mas quando tudo se resolve e ela descobre que quem a viu foi a Mallory, ela simplesmente aceita o fato de que "Estava escuro e que mesmo ela não viu" ou que "Estava de costas com um telefone na mão, poderia ser qualquer mulher da vida do Martin, jamais pensaria que era a garota sequestrada andando livremente com um telefone na mão", os argumentos da Mallory são perdoáveis quase que instantaneamente, mas os da Jeanette foram massacrados pela Kate sem nenhum pensamento racional por parte dela. Obviamente, nos leva ao ponto de que HOUVE UMA CONVERSA e esclarecer os fatos dessa situação resolveu tudo. Assim como resolveu para Kate e Jeanette APENAS NO ÚLTIMO EPISÓDIO (série exaustiva!!!), funciona para Kate e Mallory, ainda sim é uma resolução bem infantil e obvio desde o começo.

Aqueles que esperavam um super plot receberam uma ceninha da Jeanette invadindo a casa do vice-diretor e ouvindo os gritos de Kate vindos do porão. Uau, ela não tinha visto a Kate, mas ela ouviu, esse é o plot que temos para vocês pessoal. Depois de TUDOOOOO isso para provarmos que Jeanette era inocente POR ALGO, ela na verdade era CULPADA mas por uma outra coisinha, que é praticamente a mesma coisa, mas que era um segredo e que AAAAAAAA vocês entenderam, não é? Jeanette é psicopata mesmo e se finge de santa. Fim.

Não preciso nem dizer, me decepcionei, pelo mistério que foi criado, que enrolou por 10 episódios, algo que em 7 ou 8 já teria sido resolvido, talvez até menos, eu esperava muito mais. De qualquer forma, a proposta é interessante, a primeira metade da série é imersiva, mas depois é uma decepção. Sinto muito.

(E novamente Froy Gutierrez prova-se ser ruim em tudo, exceto em ser lindo, a dublagem salva esse personagem, boa noite)


2/5

Aki Sora ~ Sim, é uma publicação sobre hentai, mas é sobre o clima, calma.

 Aqui estou eu, pronto para falar muitas coisas comprometedoras. Estejam avisados, este é um post sobre um anime hentai de INCESTO. Recentem...