Eu primeiro lugar eu gostaria de agradecer à grandessíssima Isabela Boscov, pois, mesmo eu acessando raramente o Star Plus e notando essa série por lá, não havia me interessado até esta mulher colocar na minha cabeça que eu precisava assistir. Eu não assisti de imediato, mas ficou na minha cabeça, e todas as vezes que eu acessava o Star Plus e essa série piscava na minha frente, ela como se Isabela Boscov surgisse e me olhasse feio para que eu não fugisse e desse logo o play.
Então ontem, ontem eu finalmente fiz, e eu não consegui parar até chegar ao fim, e neste momento eu estou ansiando para a segunda temporada. Ela não é necessária, mas para mim é uma questão de vida ou morte.
Eu, em toda a minha vida, fiquei tão desconfortável com uma série antes, e enquanto eu assistia, me questionava, como poderia uma série de cozinha ser tão desconfortável mas não me permitir fechá-la. Eu queria sair daquele ambiente caótico. Caos, essa é a palavra perfeita para essa série, um perfeito caos, um ambiente extremamente caótico e desconfortável, apertado, eu podia sentir o calor daquela cozinha, e quando algum dos personagens saía para o exterior do restaurante eu podia sentir o alívio e o vento soprando no meu resto, e isso é bizarro pra caramba, mas eu amei.
Não tirem conclusões precipitadas, a série não é sobre um chef rude, ou sobre pressão na cozinha, ela é sobre realidade, e se você já teve alguma experiência na cozinha familiar, você com certeza vai se identificar com diversas situações dessa série. Eu, por exemplo já experimentei, e MEU DEUS, como essa série não romantiza nada, ela dramatiza, ela traz da realidade para a tela.
Basicamente um chef renomado, com seus próprios métodos de trabalho, assume o restaurante de seu falecido irmão, um restaurante de cozinha familiar italiana, em Chicago, que já tem os seus funcionários, seus pratos, seus métodos, e ele vai ser um estranho ali. Mas isso não dura muito, pois ele é parte da família de qualquer forma, então nós vamos ver ele adaptando os métodos mudando aquele lugar (ou tentando).
Não entendam mal, isso não é o pesadelo na cozinha, ele não quer esquecer os métodos daquela cozinha, eles quer adaptar, e por ordem nos funcionários, que querendo ou não, são bastante sem disciplina, mas amam aquele lugar e também vão se esforçar ao notar que o novo chef apenas quer o melhor para todos eles.
Eu não poderia deixar de pontuar aqui a maravilhosa Mc Loma (eu apelidei ela assim por que toda vez que eu a via era a única coisa que vinha na minha cabeça), brincadeira, a personagem Sydney, que é uma funcionária nova, que inicia como estagiária no restaurante e logo se torna efetiva, uma garota com admiração enorme pelo trabalho do chef e que tem o dom para a culinária tanto quanto ele. Sério, essa personagem ela é... não sei dizer, ela me representou muito bem, eu me sentia ela, mesmo não sendo muito bom na culinária, não como ela, ela era a novata ali, até o chef já se sentia em casa, afinal é o restaurante da família, mas ela, ela realmente teve que se adaptar àquele lugar, conquistar aquele lugar, e é perfeita, minha personagem favorita.
Sobre o caos dessa série, o quão sufocante ele é, é medonho, as cenas tem um gritando por cima do outro, barulho, coisas quebrando, desespero, comida fervendo, as cenas são feitas como as de qualquer outra série onde em mesmas situações um meteria a porrada no outro meio segundo depois, mas aqui é vida real, a maioria das vezes em uma cozinha as pessoas gritam umas com as outras, o ambiente é caótico, ninguém entende ninguém e parecem que vão se matar, mas eles não se matam, é apenas uma discussão. Tem um ponto que a Sydney está segurando uma faca e eu pensei "em qualquer outra série, ela já teria matado esse cara", mas essa série é real, ela é real, as pessoas têm autocontrole, e eu sei que a romantização às vezes faz a gente esquecer que isso existe, mas existe, e ela não enfia a faca dele, eles ficam berrando um com o outro entre uma faca, mas eles saem inteiros daquela discussão (ou quese).
Absolutamente todos os personagens são incríveis, até o primo que é insuportável, é necessário e incrível, o chef, não poderia ser outro ator, o Jeremy Allen White tem esse olhar de morto (sem ofensas) que representa muito bem alguém do ramo culinário que lutou para caramba para conquistar seu espaço, e um chef desesperado para colocar seus funcionários na linha, e que perdeu o irmão recentemente, enfim. Eu não vou contar aqui os méritos de cada um, mas saibam que é uma série incrível e que provoca sensações reais no seu corpo, que no meu caso, fazia MUITO TEMPO que eu não sentia, nem mesmo em filmes de terror (se é que um dia eu senti algo com eles).
Eu raramente escrevo nesse blog, sério, e pela quantidade que eu escrevi sobre essa série, pode ter certeza que ela me afetou muito. Eu até pretendia escrever sobre The Menu, pois achei que seria necessário, mas sinceramente, The Menu não me tocou, não me afetou, não me provocou, não acho que tenha uma discussão tão pertinente nem que tenha sido efetiva o suficiente para que eu tenha vontade de falar a respeito. Sem comparar as obras, The Menu é muito bom, eu adorei, mas apenas dando um exemplo de como eu só realmente tenho vontade de escrever neste blog quando algo me atinge demais... Ou é extremamente ruim ao ponto de eu querer desabafar (Gossip Girl Reboot cof cof). Enfim, deliciem-se e sofram esperando até a segunda tempora de The Bear.




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