domingo, 21 de janeiro de 2024

Monster (Kaibutsu) (2023) ~ O mundo me cegou

 


Para começar, gostaria de dizer que eu não estou bem. Gente, EU NÃO ESTOU BEM. E agora que eu disse isso eu tenho passe livre para não se importar com mais ninguém. Estou liberto de todas as minhas responsabilidades em relação às outras pessoas, e isso significa que este texto terá muitos, e quantos forem necessários, spoilers, pois eu estou gritando e eu já chorei, mas tem lágrimas ainda presas nos meus olhos esperando para sair a qualquer momento.


Terminar de ver este filme, ou melhor, chegar na última parte deste filme (acredito que tem uma divisão clara de três partes/ três perspectivas) é um soco no meu estômago, um soco na minha cara, pois ele me fez perceber que, de verdade, me perdi nesse mundo horrível em que vivo.

Há algum tempo eu acho que todos podem concordar que ninguém jamais olhava para uma criança em uma cena de um crime ou sei lá, e pensava "ela é uma criança assassina", ou "ela é um monstro". Nosso mundo construiu isso em nós.

Desde sempre as crianças são sinônimos de inocência e pureza, mas nos últimos tempos temos visto uma "adultização" das crianças em níveis absurdos. Não é como se isso não acontecesse anos atrás, as mini-miss's são um bom exemplo de como o mundo sempre meio que viu crianças como pequenos adultos.

Acho que um bom exemplo disso é o anime Ano Hana (e esse é um dos meus animes favoritos. Suas semelhanças com esse filme talvez justifiquem um pouco do por quê de eu ter gostado tanto).

Os japoneses fazem MUITO isso, e aqui em Monster, como em Ano Hana, temos crianças que são "adultizadas". Ok, me engano, são situações diferentes, mas justamente por que Monster brinca com isso, com essa "adultização" das crianças.
Em Ano Hana temos crianças de uns 8, mais ou menos, anos de idade que têm sentimentos super adultos como o amor romântico. E não é dizendo que crianças não sintam amor romântico, mas é claro que elas não sentem como é em Ano Hana, é algo não avassalador e não simplesmente meigo, é algo adulto, é um amor devastador que marca os personagens para sempre. Eu acho muito difícil isso acontecer com crianças, na verdade acho que isso não acontece, as crianças vêm esse amor romântico de maneira doce, sem expectativas tão longas, afinal é uma coisa dos adultos ficar criando planos, depois de um tempo de vida você fica paranoico com como sua vida vai ser diante de determinados acontecimentos. Crianças não racionalizam tanto assim, e esse é o ponto. E outro exemplo é o filme Past Lives onde os personagens tinham sentimentos um pelo outro quando criança, mas nem eles entendiam muito bem. Aquilo marcou eles de fato, e eles ainda pensavam um no outro, mas aquilo nunca impediu que suas vidas seguissem, afinal, lembrar do amor de infância e esperar que ele venha ao seu encontro é algo de... criança.

Monster por outro lado, brinca com a "adultização" das crianças que a mídia construiu em nós, diante de milhares de obras com crianças todas elas feitas da perspectiva de um adulto, e este filme coloca o pé para que nós tropecemos.
Enquanto eu assistia Monster passei por processos. Primeiro, eu estava crente de que o Minato era uma criança que sofria bullying e que tinha depressão por conta disso. Claro, crianças podem ter depressão, mas este diagnóstico é muito mais ligado aos adultos, e nós deduzirmos quase que imediatamente que esta criança tem depressão pela maneira que ela se comporta, significa que nós estamos cronicamente ligados ao universo dos adultos. Para mim, neste ponto eu também estava acreditando que o professor era de fato um monstro. Tudo isso aqui é mérito do próprio filme, e tenho certeza que todo mundo pensou a mesma coisa sobre o garoto e sobre o professor, e que no fim deste ato a criança havia se matado.
No segundo ato novamente o filme brinca conosco. No primeiro ato a mãe do Minato conhece o amiguinho dele, Eri, e nós ficamos apaixonados por essa criança, ele é a criança mais doce, meiga, fofa, quaisquer adjetivos positivos possíveis, quase como um filhotinho de gato de tão fofo. Mas no segundo ato - eu não saberei exatamente quais sequências me fazem tirar essa conclusão por completo - eu passo a ver o Eri como uma criança articuladora e manipuladora (mais traços complexos de um adulto). Não qualquer criança manipuladora, A CRIANÇA MANIPULADORA. O responsável por fazer as outras crianças caçoarem do Minato, e fazer todas elas depois entregarem o professor como se estivesse assustada com medo da culpa cair sobre ele, e que ainda usava uma aparência doce e meiga e fofa para esconder o pequeno psicopatazinho que ele era. Cronicamente adulto.
Então só no fim, no terceiro ato, que eu percebi que eu estava cronicamente adulto, e que eu deixei o mundo horrível no qual vivo me consumir, deturpar minha visão.

Crianças estão constantemente se espelhando em adultos, isso é verdade, e esse acesso à tecnologia atualmente meio que está transformando elas em pequenos adultos. Elas fazem as danças sensuais do tiktok, não para serem sensuais, é claro, mas por que elas acham divertido, elas também não exatamente entendem o que é ser adulto, então desejar se um adulto parece ser algo que elas almejam, esperam com fervor. Deixando só um pouco de lado, e romantizando um pouco a infância (que é algo que eu faço com frequência), vamos só esquecer que temos crianças que ficam rebolando devido à grande massa de conteúdo relacionados que consomem, ou que elas estão frequentemente expostas a músicas com teor sexual, vamos imaginar que crianças brincam nas ruas, que elas não passam o tempo todo nos celulares, que elas desenham, que elas sorriem, que elas são doces e que elas não são violentadas. Vamos esquecer um pouco isso só para falar desde filme, tudo bem?
Este filme pega o mais puro sobre o imaginário infantil e coloca aqui para nós, enquanto no primeiro e segundo ato brinca com o mais duro sobre o que podemos pensar sobre as crianças. E ele nos tortura ao chocar a zero pessoas que as crianças são realmente muito doces e inocentes, ou seriam, se não estivessem inseridas nesse mundo que as transforma, que faz qualquer um virar um monstro.
Temos sim, crianças aqui com sentimentos de amor romântico, mas como crianças, nem mesmo elas entendem completamente, e ainda diante desde mundo violento, se vêm a esconder ainda mais seus sentimentos. E é doloroso. Como uma pessoas homossexual, eu posso afirmar que é doloroso não poder falar sobre seus sentimentos, não poder sentir os seus sentimentos, e eu fico triste por todas as pessoas que têm este sentimento em si e precisam, ou se sentem obrigadas a mantê-lo guardado. É 2024 e ainda não... eu diria "não crescemos", mas me recuso a relacionar preconceito com infantilidade, ou até traçar um paralelo com o fato de crianças não entenderem ou serem cabeças-duras quanto a isso. Elas não são. Não é questão de amadurecer, é uma simples questão de respeitar.
Antes que eu tangencie ainda mais o assunto, vou voltar: crianças com um amor que elas não entendem completamente, e que o mundo não permite que elas entendam.
Temos Eri, um menino muito doce, e que mesmo sofrendo todas as violências, ele é só um menino doce, cujo o pai o trata como um monstro, uma aberração por ele apenas ser um menino doce, e que independente de ele ser mesmo homossexual ou não, ele não entende, e o fato de ele não entender os motivos por ser tratado tão mal, não o abala totalmente, o abala com certeza, mas não totalmente, pois ele segue sendo aquilo que nasceu para ser, um menino doce.
Mas abala Minato. Minato se sente violentado a partir do que presencia de Eri. Um menino doce, cujo o pai o violenta por ele ser doce, e que os colegas o violentam pelo mesmo motivo, para Minato é motivo suficiente para temer dar quaisquer sinais de que ele se identifica com Eri. E quando paramos para analisar, disso parte a explicação de por que Minato não confia muito na mãe dele, ele inclusive a questiona a respeito do "cérebro de porco", pois ouviu de Eri que o pai o tratava assim por ser diferente. Minato não confia nem na própria mãe, com medo que ela reaja como o pai de Eri faz. Ele prefere enganar todo mundo, sem entender bem as consequências, e isso inclui mentir sobre seu professor, destruindo a carreira dele. Com medo de defender Eri dos colegas que o violentam, ele cria uma situação ainda mais caótica para distrair os colegas e virar o algo apenas por uns instantes. Ele reage como uma criança.


Passamos o filme vendo pela perspectiva de adultos imaginando que essas crianças têm sentimentos adultos e reagem como adultos, mas ele não entende os sentimentos adultos, não possui sentimentos adultos e tudo que ele faz o filme todo e reagir como uma criança confuso, fugir, e tentar aproveitar, que o menino que ele gosta não deixa de falar com ele só por que ele não o defende, pois ele é tão doce que não consegue nem ver maldade, ou melhor, ele também gosta muito de Minato, e reage como uma criança que não saber o que está sentindo mas deseja desesperadamente ter o amigo por perto.



Eles atravessam o fim da linha, e eles correm livres. Eu adoraria acreditar que termina em um final feliz, mas todos os sinais que o filme nos dá é para nos dizer que talvez eles sejam bons demais para este mundo tão cruel. E por fim eles saem felizes, correndo, brincando. Não há beijo. Eles são crianças, e se o mundo deixasse as crianças crescerem sem interferência, tudo o que elas teriam até chegar o momento certo seria um grande amigo, um amigo inseparável.

Um amigo por quem você daria o seu sapato.

5/5








terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Percy Jackson e os Olimpianos nos revela o maior problema da Disney

 


Desde já quero deixar claro que eu sou um grande fã de Percy Jackson, e que, eu como um não-leitor, era grande fã dos primeiro filmes, mas, que após se tornar um leitor, percebi que eles são filmes terríveis no quesito ADAPTAÇÃO, porém eles têm acertos exímios quando o quesito é cativar o público, como fez comigo quando eu não conhecia os livros antes, e fez com MUITA GENTE.

Antes de continuar, queria registrar uma história que é tão importante na minha vida, que é quase mágica mesmo, é a magia da literatura, a magia das histórias, e vou contar neste blog pessoal, afinal é para isso que ele serve.

Assim que saí da sessão de Percy Jackson e o Mar de Monstros, eu tinha exatos 12 anos, estava com minha mãe, vimos juntos, e eu fiquei eufórico, no ônibus, de volta para casa, só conseguia falar sobre aquilo, estava muito ansioso com a possibilidade de uma continuação, e eu não fazia ideia da existência dos livros de Percy Jackson. Foi quando uma menina, sentada atrás de nós no ônibus, uma universitária (coisa que eu sou hoje em dia) puxou assunto perguntando se estávamos falando sobre o filme de Percy Jackson, e eu respondi que sim. Ela disse que já tinha visto também, mas que já tinha lido os livros e que eles eram MUITO MELHORES que os filmes. Ela não deu spoilers, mas deu vários detalhes e disse que esse segundo filme não tinha nada a ver com o segundo livro. Eu saí daquele ônibus implorando os livros para a minha mãe, mas ela já tinha me dado um livro uma vez, e eu nunca li, o livro em questão era Harry Potter e as Relíquias da Morte. Então eu combinei com ela que eu leria esse livro inteiro e ela me compraria o box com os livros de Percy Jackson e os Olimpianos. Eu passei madrugadas lendo embaixo do cobertor, iluminando o livro de Harry Potter, tudo para fazer resumos e contar a minha mãe para ela saber que eu estava mesmo lendo, e terminar o mais rápido possível para receber meu presente. E eu consegui, e eu li todos os livros de Percy Jackson incrivelmente rápido. Eu era apaixonado por mitologia grega, e Percy Jackson foi paixão à primeira vista.


Antes de continuar, vale dizer que a partir daqui teremos SPOILERS até o episódio 6 que foi o último lançado até o momento.

Percy Jackson e Os Olimpianos do Disney+ comete erros grotescos de produção, e sim, os maiores erros dessa série são erros de produção. Mais uma vez eu vou criticar esse lançamento SEMANAL do Disney+ que, neste caso específico está prejudicando e demais a série, graças a um PROBLEMA DE PRODUÇÃO, onde os episódios estão absurdamente desconexos.

Aqui tenho que dar os méritos à PRODUÇÃO do filme de Percy Jackson, que elaborou um roteiro conexo, produziu cenas memoráveis e nostálgicas, produziu ambientes mágicos, e tudo isso, transformando a história em um filme adolescente. ADOLESCENTE. Não era uma produção infantil. Era para adolescentes, era o que estava em alta, eles não se importaram com a semelhança à obra, eles queriam aquela história incrível sendo contada por um adolescente, e mesmo assim era MÁGICA.

E sem querer dizer que o público adolescente não gosta de magia, a prova é a Sarah J. Maas vendendo os livros medíocres dela, cheios de magia para o público adolescente (embora neste caso acho que a galera está mais interessada é no pornô de fadas), mas de qualquer forma, adolescentes também curtem magia, mas Percy Jackson e os Olimpianos é uma série para o público infanto/juvenil. Todas as piadas sexuais e mais adultas do filme, não existem aqui, afinal, eles são crianças (finalmente), além de ser uma série para crianças, mas se este é o sentido, não deveria ter bem mais magia?

A realidade, e que eu acho que já falei sobre isso no texto sobre o novo Live Action de Peter Pan (Peter Pan e Wendy), é que as produções da Disney estão perdendo a magia. E não é por falta de dinheiro, o investimento foi bem regular para esta série, bem suficiente, é uma falta de tato, é uma falta de amor.

E chega ao ponto que é vergonhoso ver o Rick Riordan nas redes sociais defendendo esta série, defendendo que devemos esquecer os filmes, que não devemos fazer referências ao filme, quando esta série não tem magia alguma para que os filmes se tornem assim tão inferiores quando o quesito é ser uma obra de entretenimento de fantasia, e a tirar o fato desta adaptação estar sendo bem mais fiel, ela é bem mais mal PRODUZIDA.

Os roteiros dos episódios são desconexos como eu citei, e talvez quando tivermos toda a série para maratonar essa experiência desagradável seja mais aliviada, mas além disso. Cada episódio parecer ter uma cena expositiva AMPLA do cenário que teremos naquele episódio, e então a câmera passa a fechar nos personagens em cena, com diálogos, diálogos, diálogos e diálogos, não temos ação, não temos ambiente. No episódio cinco temos o MELHOR episódio da série até o momento, ele organiza as ideias bem, os cenários são mais mágicos do que nos demais, temos uma cena marcante e memorável nos barcos, mas em seguida temos o sexto episódio e ele é O PIOR até então. Estamos em um cassino que eu chamei amigavelmente de "uma sala na casa de Rick Riordan", já que não tem nada de cassino. É um cenário de fundo aos personagens que têm em si uma câmera SUPER FECHADA e que vemos umas mesinhas e umas movimentações de fundo. Ouvimos o som de máquinas caça-níqueis, mas em momento algum vemos uma, e se aparece, me desculpe, deve ser tão irrelevante que mal é possível lembrar. Se você deseja construir um cenário de imaginário do que é um cassino, então faça isso. Pode até ser que tenhamos hoje em dia cassinos mais como esse que aparece na série, menos vibrantes e mais brutais, retos, secos e sem muito brilho, mas novamente, é uma série de magia, e nós queremos o imaginário popular do que é um cassino. Então no início deste episódio temos uma visão ampla do que é aquele cassino por fora, e por dentro ele é uma SALA, RETA, BRANCA, COM MESAS. Me desculpe, mas aquilo parece mais só um hall que tá rolando uma conferência, ou até um sushi bar, ou sei lá, a comic con até por um instante, mas NADA, além de uma mesa mostrada de perto, remete a um cassino. Para piorar a série vende a ideia de que o encanto da FLOR DE LÓTUS está no ar, borrifado, mas ONDE NÓS TEMOS UM INDICATIVO VISUAL DE QUE O AR É INEBRIANTE? Não há. O trabalho de construção de atmosfera de magia é INEXISTENTE. Quer dizer, a coisa mais importante naquele ambiente, que é a atmosfera inebriante de sentidos, simplesmente não nos é apresentada em momento algum. FALTA MAGIA.

Observe este fragmento do sexto episódio, mas não com muita atenção, pois se olhar com atenção demais vai perceber que o sexto episódio inteiro é fechado neste mesmo enquadramento e tem como plano de fundo um "cassino mágico" que de cassino nada tem, nem de magia.

Antes deste episódio eu já tinha reclamado que faltava magia. Constantemente a série parece muito uma série sobre crianças andando e falando onde esporadicamente temos situações mágicas, e é literalmente sobre isso Percy Jackson e o Ladrão de Raios, mas nós não temos nem mesmo o Grover andando como se fosse metade bode, já que até as patas dele estão cobertas por um tênis, então mais parece que ele está com as pernas peludas e finíssimas.

É verdadeiramente frustrante ver que eles faltaram a mão tão pesado ao nível de não conseguirem criar uma atmosfera mágica para um cassino mágico. Alguns detalhes a mais de cenário, um filtro talvez, um brilho flutuante, qualquer coisa gente, e principalmente FILMAR OS CENÁRIOS, largar de fechar a câmera nos personagens, isso está monótono e sem graça.

Não se iludam por essa nota 96% da crítica no Rotten, de verdade. Eu não sou um crítico profissional, mas qualquer um consegue ver os defeitos nessa série, e não é atoa que todo mundo está frustrado com o sexto episódio. Esperamos demais por ele, ele é muito marcante no filme, e na série ele é mais um cenário de fundo para crianças caminhando e dialogante, e um dos piores cenários até agora, nem belo esse cenário conseguiu ser. Até uma avenida no episódio cinco conseguiu ser mais interessante.
Essa é uma série que o público adulto não vai ver seriedade na produção, visto que ela não tem uma dinâmica de câmera interessante, como já disse, a câmera é presa aos personagens e fechada neles no mesmo ângulo o episódio inteiro, exceto na cena onde mostra amplamente o cenário em que se passa o episódio, que ocorre geralmente apenas uma vez, ou mais de uma se eles trocam várias vezes de espaço no mesmo episódio.
O público infantil não vai gostar da falta de magia dessa série. Vamos falar a verdade, enquanto todos os outros episódios tiveram pelo menos um elemento mágico para distrair-nos da mediocridade da produção, o sexto tem um cassino mágico QUE NÃO É MÁGICO, ou seja é um episódio inteiro sem NADA. Nada acontece na série mágica infantil da Disney.
A produção deveria saber que a maioria do público são os fãs já crescidos da série de livros, afinal, muito menos crianças leem hoje em dia, e se for para lerem a partir desta experiência, eu posso dizer com prioridade, esta série não é cativante como o filme. Eu saí do filme com vontade de ler os livros, esta série me deixaria levemente curioso de saber como é os livros, mas como ela é uma adaptação fiel, o que exatamente há de diferente para que eu leia? Magia, esta é a resposta.
Sendo assim, se a maior parte do público dessa série não é crianças, eles deveriam ter feito algo mais bem produzido, como eu já disse, e mesmo que eles tenham feito OBVIAMENTE para mirar em públicos gerais e novos, esta série subestima as crianças que venham a ser seu público, pois ela não tenta conquistá-las visualmente, ela tenta pela história, mas não acredito ser suficiente quando temos tantas histórias bem mais visualmente atrativas para elas.

Eu já escrevi demais, e eu sinto que estou me enrolando e repetindo mais do que eu já disse antes, mas o fato é, se não ficou claro que o problema dessa série e apostar em um público que não se importe com os cenários, com a produção, saiba que é só esse o meu problema com Percy Jackson do Disney+. Visite qualquer produção de fantasia, até mesmo da Disney (e posso citar aqui Miss Marvel como um exemplo recente que traz cenários memoráveis), e verão como uma atmosfera mágica faz total diferença.
Se Rick Riordan que nos conquistar, ou conquistar novos públicos com isso aqui, e destila tanto ódio e ignorância aos filmes e não reconhece os acertos deles, esperava ao menos que ele me apresentasse algo tão memorável quanto. Aqui nós não temos o Percy olhando o reflexo da Medusa no ipod, não temos Poker Face de Lady Gaga na cena alucinante deles no cassino, nem sequer parecemos ter um cassino, aqui na verdade o que falta foi magia, e se os livros de Percy Jackson conquistam fãs com sua magia mesclada ao mundo real, esta séria parece ter um problema quando está tentando conquistar fãs a partir de mundo real mesclado a recortes medíocres de magia.

Sem dúvidas esses problemas de produção não serão resolvidos até o fim, a temporada seguirá medíocre e seca, sem luz, até o fim. Com ressalvas aos episódios iniciais e ao episódio quinto que ainda refrescam nossas esperanças, mas espero que eles resolvam na segunda temporada, pois se não, seria melhor cancelar logo enquanto as pessoas ainda estão fingindo que esta obra está lhes agradando. Escalar estes problemas em mais temporadas só vai alimentar a frustração dos fãs que buscavam uma obra de fantasia onde não há.

Até então 2/5






Aki Sora ~ Sim, é uma publicação sobre hentai, mas é sobre o clima, calma.

 Aqui estou eu, pronto para falar muitas coisas comprometedoras. Estejam avisados, este é um post sobre um anime hentai de INCESTO. Recentem...