terça-feira, 4 de junho de 2024

Rainha Charlotte e uma experiência Bridgerton em minha vida

 


Aconteceu novamente. É bem arriscado quando eu digo que não gosto de algo, muitas das vezes, afinal, como já aconteceram incontaveis vezes, e vão continuar acontecendo - enquanto eu não parar de ser tão chato com as coisas e reclamar de absolutamente tudo - eu julguei Bridgerton na primeira temporada, ao ponto de não concluí-la e ainda deixar o meu DESLIKE para a Netflix nunca mais recomendar. E foi uma daquelas birras de bloquear o assunto nas redes sociais, revirar os olhos quando alguém comentava e tudo mais. Mas se tem um indício de que eu realmente coloquei a carroça na frente dos burros é quando eu passo a olhar para algo que disse que odiei e repensar. No caso de Bridgerton, demorou uns quatro anos acho, mas eu repensei, e agora estou obcecado.

Esta não é uma série de época, um romance de época qualquer, é também comédia na dose certa, bem como drama, suspense - mistério, e o elemento mais interessante de todos é que ela não se propõe a ser presa à realidade como conhecemos, na verdade é isso que a torna mais divertida. Temos um elenco diverso que adiciona muitas camadas e possibilidades à história, retira várias das limitações, e este não é o único fator em que esse desprendimento da realidade torna as coisas melhores. A série se leva a sério mas sem ser uma série séria. Confuso? Bem, o fato de ela estar bem à vontade no universo que ela cria para se ambientar, permite diversas possibilidades, até personagens super divertidas como a Eloise, Penélope, até a própria Rainha Charlotte que a cada cena aparece com uma peruca mais extravagante e exagerada, me lembrando bastante a policial de Todo Mundo em Pânico que sempre que aparece está com um chapéu ainda maior.

Bridgerton é uma delícia, e com certeza não se deve aos livros - já julgando sem nem ter lido. Eu só consigo elaborar que o ritmo e as narrativas construídas na série com certeza são imbatíveis quando em perspectiva com o conteúdo dos livros. O universo feito na série é muito mais amplo, afinal tem muitos personagens e com vários pontos de visto, fora os outros fatores que já comentei. A minha temporada favorita é a segunda, e fiquei completamente encantado com a Kate, essa mulher é uma joia, ela é perfeita, com certeza a mais linda do mundo, e toda a personalidade dela, é uma personagem 100%, nada falta, não tiro nem boto nada. Se eu fosse para mudar algo na segunda temporada, só diria que eles não precisavam segurar tudo para o último momento, pois se torna meio repetitiva as brigas e motivações da Kate e sua irmã quanto a todos os acontecimentos da temporada.

Ainda não lançou o restante da terceira temporada, e embora o mundo esteja de ponta cabeça nesta primeira metade, e embora eu também não goste nem um pouco do Collin, e agora ele tenha se tornado totalmente desprezível, ainda é uma temporada interessante, e estou apavorado pelo que vem por aí.

Desesperado e ansioso, busquei refúgio à única salvação possível, a série spin-off, Rainha Charlotte. E como valeu a pena. Esta série muda a narrativa de amor que temos em Bridgerton. O amor em Bridgerton é uma coisa conquistada até que rapidamente, em todas as temporadas, afinal, começa e termina na mesma temporada as narrativas, mas o amor de Rainha Charlotte é algo que dura, podemos ver claramente como ele se molda com o tempo, afinal a série tem duas linhas do tempo.

O primeiro episódio é inesquecível, um dos melhores, e olha que todos os primeiros episódios de temporadas em Bridgerton são estonteantes, mas o de Rainha Charlotte é coisa de louco, faz a série começar tão bem quanto termina. A proposta, inicialmente, me parecia confusa, por que essa rainha tá tão desesperada para que seus filhos se casem, mas conforme o tempo foi passando, eu consegui formular o objetivo, e ao ver que era aquilo mesmo, eu me acabei de chorar. Imagine amar tanto alguém, ao ponto de ver todo mundo te julgar, atacar, reclamar, te odiar, mas você não vai a lugar algum em suas decisões, pois o significado para todas as suas ações são o amor que você sente por outra pessoa, e ter a certeza que este amor não foi atoa, mostrar ao mundo que ele não foi atoa, e com uma sutileza, quase como um segredo, o mundo inteiro saberá de quem venho a linhagem real, mas ninguém saberá o que foi preciso. Essas ações, ações secretas, são as coisas que Rainha Charlotte faz pelo amor que sente por seu marido, uma mensagem que apenas nós que estamos assistindo sabemos, para o mundo trata-se apenas de responsabilidades diante do sistema monárquico, e isso é a beleza desta série, ela não busca aplausos, reconhecimento por suas ações, ela apenas as faz.

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Nota do autor:

Eu achava que este blog era para eu vir aqui, falar sobre as séries do momento ou os filmes, como se alguém se importasse com a minha avaliação, e eu ainda divulgava, mas a realidade é que ele sempre serviu mesmo para eu falar o que eu sentia, e às vezes eu me perdia na escrita, buscando tornar o texto, de certa forma, profissional, como uma reportagem de revista, mas isso não é uma crítica, não é uma profissão, é apenas eu me abrindo. O texto acima ainda bem cheios de floreios, mas talvez, em outros momentos eu só volte aqui para me confidenciar. Chega de divulgar. No fim das contas ninguém se importa com o que eu escrevo, e escrever aqui esperando que alguém vai ler faz a escrita morrer, e coloca uma responsabilidade em algo despretensioso. Então, não vou mais. Talvez eu nem volte a falar deste blog em conversas, também soaria como uma traição aos princípios do que estou acordando comigo mesmo. É apenas uma diário. Ninguém precisa ler. Se alguém ler, se chegar em alguém, por qualquer meio, que seja, mas acho difícil. Blogs morreram, e isso não é um blog.

Aki Sora ~ Sim, é uma publicação sobre hentai, mas é sobre o clima, calma.

 Aqui estou eu, pronto para falar muitas coisas comprometedoras. Estejam avisados, este é um post sobre um anime hentai de INCESTO. Recentem...