Eu decidi fazer um post diferenciado aqui depois de muito tempo, era algo que eu queria há muito tempo, dar minha opinião sincera sobre todas as séries de Ryan Murphy, visto que eu já assisti quase todas. Eu não vou incluir as que eu não assisti e não tenho interesse.
Nesta lista eu vou considerar individualmente as temporadas de séries do Ryan Murphy que são antologias, afinal não tem como dar um saldo para uma série antológica quando uma temporada tem qualidade superior a outras. Algumas eu vou falar um pouco mais e outras eu vou falar menos, mas o importante é o que importa. Vou estar atualizando essa lista conforme novas séries venham sendo lançadas.
1°) The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Algumas pessoas podem pensar que estou exagerando, mas com toda a minha honestidade esta é a melhor série do Ryan Murphy. Aqui nós temos um absurdo em todos os quesitos. Ela consegue criar um ritmo super agradável, mesmo sendo uma história pesada. Esta é com certeza a melhor performance de Darren Criss em toda a sua carreira, e olha que ele é um ator excelente.
Não preciso nem entrar no mérito de como a série tem uma direção de arte e de fotografia perfeita, pensada milimetricamente para cada cena, de forma que quando junto da trilha sonora, vira um exemplo de como ambientar, como criar atmosfera.
2°) Scream Queens
Em Scream Queens, Ryan Murphy é acompanhado do roteiro mais bem elaborado da carreira, na minha opinião. Esta série em momento algum tenta ser séria, e quando isso acontece, absolutamente todas as piadas que poderiam soar como forçada, soam como ridiculamente icônicas, uma grande alegoria para a geração.
Aqui nesta lista não vou considerar a segunda temporada, mas como foi um grande erro do Ryan Murphy decidir mudar o cenário que dava todo o clima da história, que era o sistema grego de universidades, eu vou fingir que não aconteceu, até por que quase ninguém sabe que ela aconteceu. Foi um flop absurdo, embora ela realmente não seja horrível como dizem, mantendo o mesmo sarcasmo sutil da primeira.
3°) The Politician
The Politician é uma série absolutamente inteligente, o que torna muito triste vê-la se perder um pouco da proposta super interessante da primeira, quando chega na segunda temporada, porém é uma grande perda que não tenhamos uma terceira temporada, pois mesmo a segunda temporada não sendo incrível, ainda fala de política, em uma período importante, conversando com o público jovem, de maneira instigante e de forma bem feita.
Sinto que o ambiente acadêmico da primeira temporada é muito mais interessante, e as tramas jovens deveriam continuar sendo o foco da série, pois ela foi um sucesso por conta disso, e infelizmente na segunda temporada ela parece agregar outro público e se levar mais a sério do que era, sendo que não deveria ser a proposta. A primeira temporada é inteligente em todos os quesitos e o principal ela sabe o limite da sua seriedade, mesmo tratando de uma assunto complexo, ela mantém-se sarcástica, irônica, no ponto certo.
4°) American Horror Story: Asylum
Aqui inicia a jornada de julgar as temporadas de AHS, e não poderia ser outra, pois em Asylum, Ryan Murphy consegue mesclar absolutamente todos os temas que se propõem sem que pareça ridículo e sem que nenhum deles fique sem uma resolução, um processo cuidadoso que falta em diversas temporadas que vem depois do lançamento dessa. Talvez por uma falta de tempo para processo criativo, uma pressão da FX, não sabemos ao certo, mas o que é certo, é que quase nenhuma temporada após Asylum consegue chegar ao seus pés.
Não é desmerecendo Murder House que também é ótima, mas Asylum tem um cuidado magistral, além de ser surpreendente em diversos momentos.
5°) Hollywood
Hollywood é simplesmente uma das melhores séries que é possível encontrar no catálogo da Netflix, resultado de uma parceria muito promissora e de alta qualidade entre o streaming e Ryan Murphy. Infelizmente ela também faz parte de uma estatística terrível que são os cancelamentos da Netflix. Embora a primeira temporada seja suficientemente consistente, uma segunda temporada, e até uma terceira seriam possíveis e agregariam muito mais. Sinto que infelizmente a Netflix não tem coragem de apostar nos projetos certos e pior, investe demais em coisas que não tem qualidade nenhuma. Hollywood é uma história divertida, instigante do começo ao fim, e mesmo sem continuação, vale super a pena.
6°) American Horror Story: Roanoke
Roanoke é a temporada de American Horror Story que mais leva o título da série ao pé da letra, na verdade é uma das única que não tem alívios cômicos, não tem pudor, e mostra a que veio: Horror. Esta temporada é uma que vários abriram mão por conta da maneira que eles decidiram contar a história. O que de certa forma é muito inovador e interessante, mas não deixa de ser confuso. Eu fui um desses que abandonou ela na época, mas quando dei uma segunda chance, anos depois, esta se tornou uma das minhas favoritas, a minha segunda favorita.
Em Roanoke, se aguentamos um pouco, e caímos nas graças da proposta, a recompensa vale muito à pena. Uma história com reviravoltas, horror, terror, uma das que você precisa assistir de luz acesa, e muito, muito, MUITO sangue. Esta vem para servir aos fãs de gore.
7°) Pose
Pose é uma série essencial para todas as pessoas! Ela ensina duras lições, e mostra como existem pessoas dispostas a fazer magia mesmo em um mundo que parece ser apenas preto e branco. Pose em momento algum trata o mundo como um paraíso, mas ela nos mostra que mesmo quando se está se afogando à coisas que nos trazem de volta à superfície.Além de tratar da luta da comunidade LGBTQIAPN+, fala sobre a realidade marginalizada, escancara que mesmo em uma comunidade como essa ainda há aqueles que se sentem superiores, quando deveriam estar unidos. Mas é aquela luta constante do oprimido tentando ser opressor. Mesmo com duras amostras da nossa realidade, ela é, em uma mar de dores, uma esperança.
8°) American Horror Story: Murder House
Ser a primeira temporada de uma série com um sucesso tão grande é um mérito, afinal ela que iniciou um legado na televisão, e se temos tanta confiança em projetos que levam o nome de Ryan Murphy, esta é uma das maiores responsáveis.
Apesar desta temporada ser absolutamente bem feita, ser fechadinha, sinto que no ritmo, e no clima, ela pode pecar um pouco, e é algo que sempre me incomodou nela, mas não chega a ser algo tão grave ao ponto de ofuscar todos os seus méritos. Ela não deixa de ser perturbadora e discutir uma vastidão de temas, abrindo um grande precedente de que Ryan Murphy é um criador de séries com leques de assuntos que quando se fecham, se unem.
9°) Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais
O caso dos Irmãos Menedez, quando conheci, foi algo que criou alguns imaginários na minha cabeça, e eu acho que Ryan Murphy consegue retratar bem a série de questões que perturbar acerca deste caso. Embora a semelhança com alguns dos acontecimentos possa ser contestada, em um caso onde as únicas testemunhas são os assassinos e não temos um outro lado da história para dar uma versão, é muito mais complicado saber o que de fato aconteceu. A série passa grande parte criando uma persona, assumindo um dos papéis, uma das versões, para no final nos surpreender com uma possibilidade de termos acabado de assistir a um grande circo.
Esta série é o puro suco do imaginário de Ryan Murphy, transformar o mórbido em uma grande fantasia, e quem poderá dizer que ele não deve fazer isso? Não dois assassinos condenados, sem contestação, a história deles também não pertence mais a eles para que eles se sintam no direito de contestar o que quer que seja. É uma das coisas sobre ser preso, você não tem mais direito sobre nada, e aqui, Ryan Murphy se aproveita disso.
10°) Monstros: A História de Jeffrey Dahmer
Na história de Dahmer, algumas outras críticas podem surgir. Diferente dos Irmãos Menendez, aqui Ryan Murphy foca bastante nos atos grotescos, nas atitudes monstruosas deste assassino, com várias representações gráficas que soaram até como romantização. Talvez ele tenha passado um pouco do ponto, até por uma questão de respeito com vítimas reais, entretanto isso não torna a série completamente terrível. Ela ainda discute diversos assuntos importantes, e expõem falhas de sistemas que nós, até os dias atuais, presenciamos, como o racismo, e a falta de credibilidade que é dada às pessoas negras e periféricas, o descaso social com essas populações.
Aqui nesta série, Evan Peters entrega a melhor performance de sua carreira, e é algo muito válido de dar uma chance, mas estejam avisados, é pesado, e como se trata de um caso real, torna tudo pior.
11°) Glee
Glee é uma marco na cultura pop tão forte e incomparável que dizer que você simplesmente não gosta dessa série não parece suficiente. A verdade é que Glee não simplesmente representa um marco de uma geração, ela permanece relevante até os dias de hoje, ao ponto de sempre ser recordada naquelas listas de "Quais artistas seriam homenageados em Glee nos tempos atuais?", pois estar nesta série poderia ser a maior honra para um artista dos anos 2010.
Em Glee, Ryan Murphy não poupa esforços em contar o máximo de histórias que consegue. Temos pessoas de diversas vivências, realidades, todas unidas por um fator que de fato, é consenso universal, a música, como objeto de modificação cultural. Esta série foi o primeiro apoio para a comunidade LGBTQIAPN+, e posso dizer que por um tempo, todos queriam ser Glee, hétero ou queer, pois, por um instante na nossa história, a música pop foi algo que unia a todos e isso, em grande parte era devido a Glee.
12°) American Horror Story: Freak Show
Freak Show nos apresenta um período conturbado onde ser diferente (e aqui você pode incluir diversas interpretações) era ser uma aberração, em contrapartida, nos mostra que os verdadeiros monstros podem estar escondidos naqueles que a sociedade aceita passar como normal. Faz uma crítica ao sistema patriarcal (o que é até comum para as obras de Ryan Murphy), mas de modo que seja até a ser alegórico. Obvio que não é a única discussão da temporada, mas é a mais interessante. Não posso deixar de citar o NÚMERO SURREAL de atuações excepcionais nesta temporada, não é pouca coisa.
13°) American Horror Story: Cult
Nesta temporada de AHS, Ryan Murphy decide nos apresentar uma de suas ideias mais inteligentes: uma discussão de como a política é palco para terror (e como é!). A proposta vai rolar ao redor de medos comuns, e de como o medo é usado como uma arma política. Eu diria que atualmente, esta temporada é mais necessária que nunca, visto que criou-se uma inversão de valores políticos tão grande na cabeça da grande massa, quase como uma segunda guerra fria, mas que é ABSOLUTAMENTE PUBLICITÁRIA! O ódio é visto como algo que deve ser reivindicado como um direito, e tratado de forma banal, desestruturando lutas de décadas para que o respeito fosse visto como algo básico. Mais impressionante é que nesta série ainda somos levado a uma visão religiosa da coisa, que não deixa de ser irônico, visto que atualmente o conservadorismo é uma visão que destila ódio e diz-se em defesa da palavra de Deus, uma palavra que fala sobre absolutamente o contrário.
14°) American Horror Story: Coven
O motivo de eu não gostar de Coven, tanto quanto as temporadas antes dela, mesmo sabendo que é a favorita de muita gente, é que sinto que Ryan Murphy perde uma oportunidade enorme que envolve a bruxaria. O que mais me incomoda é que o material publicitário e a abertura desta temporada vendem a temporada melhor do que ela mesma, apresentando temáticas que quando você as busca, não encontra.
O lado mais macabro da bruxaria, que nos é apresentado, por exemplo, em Roanoke, é deixado de lado aqui para algo que é super amenizado para se encaixar na narrativa juvenil. E não me entenda mal, o problema não é a temática das jovens bruxas, e as questões adolescentes, acho que isso é válido, mas sinto falta do macabro da bruxaria, aqui, parece muito mais uma coisa mutante, X-Men, e não bruxas. Entendo que Ryan Murphy tenta estabelecer sua própria originalidade nesse conceito tão trabalhado ao longo dos anos, mas infelizmente não é o que eu busco diante de como a série se vende.
15°) The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
O que tenho há dizer? Isto é um grande circo!
Acho que Ryan Murphy consegue passar exatamente todas as nuances de como este caso é tratado, discutindo os temas principais que lhe contornaram. Sinto que nesta série ele foi bastante detalhista, deste escolha de elenco, as caracterizações, como a história nos é contada, e de como a resolução, a resposta esta na sutileza. A revolta fica por conta de nós que estamos assistindo. De certa forma Ryan Murphy não faz nada além de criticar o país de merda em que vive, utilizando este caso como um exemplo de que o sistema defende o que ele deseja defender, quando deseja defender, e isso vem em resultado de quem está no papel de vítima e de quem está no papel de acusado.
16°) American Horror Story Hotel
Eu gostaria de usar esta temporada para dizer que às vezes a estética de uma série é mais interessante do que a proposta dela. Aqui Ryan tenta trazer a consistência de roteiro das últimas temporadas, o nível, mas não se dá tão bem, mesmo assim, uma boa direção de arte faz milagres.
A proposta da história é bastante interessante, e baseada naquele hotel medonho de Los Angeles (se não me engano), e acho que diferente de muita gente, essa temporada vale sim à pena, mas o que brilha mesmo é como eles executam, visto que a proposta é semelhante à Murder House.
17°) American Horror Story: 1984
A escolha dessa imagem não foi à toa. 1984 está longe de ter uma história original, e ela realmente não se importa. Nessa temporada Ryan Murphy decide homenagear os famosos slasher dos anos 80, e ele não quer ser original, ele quer ir exatamente na fórmula, mas com um toque gay que só ele é capaz de colocar em basicamente tudo. Afinal, os anos 80 são bastante gay. Eu diria que ele podia ter feito até diferente, com personagens gays com muito impacto na trama, e até protagonizando. Não é o caso, mas ele nos entrega Gus Kenworthy, o que faz valer à pena. Entendeu? Entendeu? kkkkk, desculpa.
Não vou mais à fundo nesse, mas além deste homem gostoso, ele tem diversas outras discussões, mas está longe de ser uma série de terror. Acho que ele se perdeu um pouco no nível de comédia que os filmes de terror geralmente tem, e isso aqui vira uma grande sátira a maior parte do tempo, o que faz mal dar para levar à sério todo o resto. Mas ainda temos o Gus Kenworthy sarrando no ar, então tudo bem.
18°) American Crime Stories
O Spin-off de AHS, AHStories MUITAS VEZES faz um trabalho melhor do que várias temporadas de AHS, e é por isso que ele parece aqui nesta posição da lista, o que já deixa subentendido que todas as temporadas de AHS que vem à seguir são absolutamente inferiores até ao pior episódio dessa série.
Diversas das propostas desta série são criativas, divertidas, e bem aproveitadas. Não dá para esperar que tudo seja significativamente relevante, mas não dá para dizer que são horríveis, todos são um bom entretenimento, e acaba sendo melhor ver isso do que uma temporada inteira das próximas temporadas de AHS desse ranking.
19°) Ratched
Esta série entretém, apresenta uma ótima atuação de Sarah Paulson, e tem uma história consistente, mas não consigo me empolgar para uma segunda temporada (acho que é até por isso que cancelaram), e ela não tem algo que eu olhe e pense que valha realmente à pena dar uma revisitada, não vale uma reassistida.20°) Impeachment: American Crime Story
Eu adoraria chegar aqui e dizer que esta temporada de American Crime Story vale a pena. Na época eu estava muito ansioso, mas infelizmente ela não é nem um pouco emocionante. Quando você acostuma o público com uma ótima primeira temporada, uma segunda arrebatadora, é de se esperar que a emoção se mantenha, mas aqui, cai drasticamente. Na verdade não sobra nada. Entendo que a proposta é outra, é um tipo diferente de crime, portanto uma narrativa diferente, mas uma história tão densa dessas, ser colocada em uma série com o ritmo de American Crime Story, gera uma certa expectativa. O que é triste, mas a atuação de Beanie Feldstein é absurda e sinceramente a única coisa que vale à pena substancialmente.
21°) American Horror Story: Double Feature
Essa temporada de AHS é tão decepcionante. Eu sinto que é uma questão de preguiça do Ryan Murphy que aqui tudo começou a desandar terrivelmente. A desculpa para uma temporada dividida é de que eles não tinham ideia suficiente para uma inteira de nenhum dos dois temas, mas que queriam fazer sobre ambos. Todo mundo sempre pediu uma temporada de Aliens, e Ryan Murphy nos vem com essa. ESSA É A TEMPORADA DE ALIENS! É super frustrante. A primeira parte, sinceramente é muito mais interessante, pois tem até algo a ser discutido, o abuso de substâncias, mas a segunda parte é uma piada. Eu tenho certeza que se colocassem alguém criativo, iriam utilizar qualquer um dos dois temas de maneira excelente em temporadas separadas. Além disso, não ter tema suficiente para uma temporada longa, não é desculpa para entregar mediocridade. Poderiam ter feito uma temporada menor, e apenas ajustar uma coisa ou outra.Ainda sim, nada tira da minha cabeça que nas mãos certas, ambos os temas renderiam temporadas nível Asylum se uma pessoa com vontade tivesse pegado.
22°) Bem-vindos à vizinhança
É super decepcionante quando você descobre que um dos casos mais esquisitos que você conhece, vai ser "adaptado", e quando vai assistir ele é Bem-vindos à vizinhança. Ryan Murphy tem a péssima mania de colocar comédia demais em algo que não deveria ser de comédia. Esta série poderia ser um suspense excelente, mas ele decidiu que seria mais engraçado fazer aquela comédia bizarra que ele sempre coloca em suas séries. Neste caso aqui apenas torta a série desinteressante.23°) American Horror Story: Apocalypse
Ryan Murphy, já sem saco para AHS, decidiu que não estava mais com ideias, e se rendeu ao fanservice. Esta série é um desperdício tão grande, que simplesmente DESTRÓI o universo cânone da série. É muito triste que a única coisa positiva aqui é Cody Fern que é uma grande surpresa, uma positiva, infelizmente é aproveitado em uma temporada feita sem vontade. SEM VONTADE ALGUMA. Apocalypse tinha espaço para um roteiro sem fanservice no nível que foi isso.24°) American Horror Story: NYC
NYC tem uma ambientação muito interessante, pelo menos no ínicio, e ela tem o Russell Tovey, que, MEU DEUS, é um policial gostoso demais, mas infelizmente isso tudo não é capaz de sustentar o TÉDIO que essa temporada provoca.
Todo mundo entendeu! Sim, a gente entendeu a proposta! Mas não foi bem feito, me desculpe. Dá para perceber que teve mais dedicação que as duas últimas citadas, mas ela é bem mais entediante. É maçante!
25°) Grotesquerie
Mais um gif, por que ele merece. Ele e seu conjunto de braços, peitos e abdômen enormes, merecem! Mas gente, que série decepcionante. Grotesquerie diferente de algumas outras que citei antes dela, tem um mistério REALMENTE intrigante (além de um padre gostoso), mas aqui no caso eu vou precisar falar COM SPOILER, pois não há como descrever a frustração com ela sem explicar o motivo.
A série literalmente trai o espectador. Não lembro exatamente a partir de qual episódio que essa série começa a virar uma confusão sem sentido, mas sinceramente, AINDA MAIS SENDO UMA SÉRIE DE LANÇAMENTO SEMANAL, é esperar DEMAIS que o seu espectador tenha interesse em permanecer nela quando o episódio da semana não resolve o mistério da semana anterior, na verdade, MUDA COMPLETAMENTE para um enredo novo.
E eu considero SINCERAMENTE, trair o espectador, quando você vende sua série como um mistério, e passa a temporada inteira nisso, para no final você NÃO RESOLVER! Você prometer uma resolução na temporada seguinte. Mas veja bem. O plot do subconsciente, eu engoliria, tranquilamente, se o mistério se resolvesse ainda nessa temporada, pois a partir do momento que você vira esse plot para outra temporada, qual é o sentido da primeira? Afinal o plot da primeira é tudo ser um "sonho", mas então por quê ela se conecta com uma segunda temporada? Pura e simplesmente por que você decidiu não resolver o mistério na primeira temporada. Afinal, em uma segunda temporada, o plot do sonho até será relevante, mas você vendeu um mistério real por pelo menos quatro episódios e não o resolveu na primeira temporada, usou mais uns três episódios para revelar uma confusão mental, e pede que o espectador confie que faz sentido, e no final não temos resolução de NADA. Tudo que assistimos por uma temporada inteira NÃO HÁ FINAL.
Eu sei que estou me estendendo um pouco demais nisso. Mas o fato é que é frustrante, e isso me revoltou demais. Me senti estúpido por realmente estar prestando atenção em algo que não tem relevância algum, e além disso não receber uma resposta para as perguntas criadas. A única resposta que recebi foi que eu estava sendo feito de idiota por uns cinco episódios.
Enfim, GIF do Nicholas Alexander Chavez para aliviar o clima.
26°) American Horror Story: Delicate
Delicate é um horror. É, eles quiseram levar o HORROR no título à sério aqui, mas num sentido totalmente inesperado. Esta temporada tem atuações medíocres, uma história medíocre e absolutamente nada vale à pena. Essa é TOTAL PERDA DE TEMPO. Não tem nem um homem gostoso para se apoiar. É definitivamente uma mancha maior do que qualquer outra no histórico de temporadas de AHS. A mitologia aqui é uma piada, a história que deveria ficar subentendida é uma piada. Cara, de verdade, chega. Se for para continuar entregando temporadas HORRÍVEIS, é melhor parar. Não faz sentido criar um hype em cima de algo tão ruim. A única solução para AHS é entregar uma temporada nova que seja um marco de excelência que já não vemos à muito tempo, mas nós estamos esperando isso há umas cinco temporadas, e até agora nada, então é difícil esperar que aconteça de verdade.
Bom, termina aqui. Eu sei que tem umas séries muito grandes que deixei de fora, tipo Feud, porém eu nunca assisti, e imagino que seja boa, mas não estou no clima.
Como este post será constantemente atualizado conforme eu assista novas séries dele, então talvez num futuro Feud consiga um lugar aqui. Depende da minha boa vontade.























