sexta-feira, 30 de maio de 2025

"Com Amor, Simon" me deu vontade de me fazer ir de arrasta (este é um post emotivo)

 É isso mesmo. Não tem engano nenhum. Eu já tinha visto Com Amor, Simon antes, porém decidi que veria novamente e deu vontade de se matar. Sinto muito quem sente vontade de viver com esse. Mas, é um sentimento muito conflitante, senta que vou explicar.


Pra começar, do nada, Com Amor, Simon já apareceu tipo essas últimas semanas na minha vida algumas vezes de maneiras totalmente aleatórias, e hoje apareceu um vídeo do canal Chega de Ler, da Nani, Aninha, Naninha, NOSSA EU JURO, eu tento em todos os vídeo entender o nome dela, mas não entendo, então, CANAL CHEGA DE LER. Ela postou um vídeo sobre Com Amor, Simon, eu cliquei e assisti, simples assim. E foi aí que morou meu erro.

Este post pode ficar um pouco sentimental do nada, além do normal, e pessoal demais também, mas, acontece.

Eu vou me abster de elaborar tanto sobre a qualidade deste filme, mas vou sim, antes de passar pelos pontos que me tocaram dessa, dar um veredito sobre.

Pra começar, o vice-diretor é INSUPORTÁVEL. A piadinha dele tem graça na primeira vez, na segunda nem tanto, depois ele fica chato. Honestamente, por que eles deram tanto tempo de tela para esse cara? Ele é muito chato, ninguém quer saber dos detalhes da vida dele. E não é tipo um vice-diretor dando detalhes sobre sua vida romântica, a fim de ficar constrangedor e isso ser engraçado, é simplesmente maçante e desinteressante.

Um ponto realmente horrível desse filme é a relação da Abby e Nick (acho que seus nomes são assim). Eles definitivamente não tem química. O ator do Nick é HORRÍVEL. O Martin é um chato, tóxico, escroto, sim, mas ele tem mais desenvolvimento e portanto ele é bem mais interessante, e todas, TODAS as interações dele com a Abby são mais interessantes, e tem mais química do que com esse Nick. O Nick não é explorado, ele é um chato desinteressante, e definitivamente ele não parece ter nenhum interesse que vá além da superficialidade pela Abby. Eles não tem química, e aí em uma cena o filme simplesmente coloca eles para aparecerem de mãos dadas e falarem "Estamos juntos, por quê nós nos gostamos sim, haha" e temos que aceitar, o casal RIDÍCULO que são eles dois. E aturar pelo resto do filme o Nick soltando um "amor" em diversos momentos. Nossa eles são um SACO. E honestamente a Abby ter interesse por esse personagem raso do Nick, mata a personagem dela gravemente.

(Definitivamente isso me irritou).

Agora que eu desabafei sobre coisas que me desagradaram, que atrapalharam realmente minha experiência assistindo, vou falar de algo que me tocou.

Este é um filme antigo que eu já tinha assistido, e sinceramente, eu com certeza achei interessante na época, mas hoje em dia, ele me tocou em momentos que eu acho que não deveriam tocar. O momento que o Simon é desmascarado e todos os amigos dele se voltam contra ele, a única coisa que eu conseguia pensar é que eu com certeza me mataria. Sim. E essa angústia ficou pelo restante do filme inteiro. Essa sensação de estar sozinho, de ter feito coisas imperdoáveis, e ainda por cima estar sob os holofotes. Em vários momentos este personagem do Simon age com uma sensatez surreal, ainda mais pensando que ele é um adolescente, de modo que eu estava quase que segurando um grito em minha própria garganta em diversas cenas, em especial quando aquele Martin decide vir pedir desculpas. Tudo que eu conseguia pensar era em "Manda ele se fuder, se ferrar, tomar no cu. Dá um murro nesse filho da puta", o Simon fala um "Me deixa sozinho, não chega perto de mim", algo do tipo, e eu falei "nossa que guri mole". Logo eu. Logo eu, falando que ele é mole, sendo que obviamente eu não daria um murro em ninguém, embora gritar e mandar tomar no cu fosse bem capaz.

O que acontece é que eu acho que quando eu estou triste, coisas ruins acontecem, eu simplesmente começo a afastar as pessoas, e decido que este talvez seja o momento de fazer literalmente todo mundo me odiar para que talvez elas não sintam minha falta caso eu decida ir de americanas do nada rs. Eu acho que por isso essas cenas do Simon se isolando, e sem ninguém, e gritando com quem ele gosta, e gritando com outras pessoas também, agindo igual louco, isso me tocou.

O filme não me emociona pelo final feliz, ele também, neste momento da minha vida acaba indo para uma melancolia profunda. Eu não sou mais um adolescente, quando eu era, eu não era bonito e também não era assumido, agora que eu sou assumido eu... acho que eu estou começando a voltar a ser feio, mas definitivamente eu estou sem esperanças para o amor, então essas resoluções positivas para mim não são tão emocionantes de modo positivo. Não estou dizendo que eu não me emociono com finais positivos, mas eu acho que depois da cena de isolação do Simon, o filme me fez entrar em um tom melancólico, e o final não me atingiu como deveria. Eu normalmente me emociono com finais românticos. Dessa vez eu senti uma angústia particular de estar segurando as lágrimas, mas inconsciente, quando você quer chorar mas não consegue. 

Já dizia a charli xcx, gay so confusing... 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Tudo que tem de errado com Rua do Medo: Rainha do Baile

A Netflix raramente abre o bolso para fazer grandes divulgações de projetos. Ela seleciona muito bem os projetos que deseja divulgar. É por isso que algumas ótimas produções acabam caindo no esquecimento diante do catálogo imenso do streaming, e por fim acabam sendo canceladas por "baixa audiência", como foi o caso de Sombra & Ossos, The OA, entre outras. Uma curiosidade é que temos várias que são canceladas na segunda temporada, exatamente por quê eles divulgam a primeira temporada, e acham que por ela ter sido popular, teria criado um super público que esperaria sedento pela temporada seguinte, deixam de lado a divulgação, e reclamam depois da baixa audiência. Bom, em Rua do Medo: Rainha do Baile, eles decidiram investir na divulgação, mas eles precisam decidir o que é prioridade, pois este filme é um HORROR. No mau sentido.


 Rua do Medo, a franquia, teve um inicio apoteótico, e marcou o streaming. Obviamente teve a divulgação necessária, e com isso a Netflix conseguiu estabelecer uma franquia que tinha NOME e QUALIDADE. É sempre assim. Eles te oferecem qualidade, e depois vêm com algo super duvidoso, e no próximo você vai ficar "ai, será que vale a pena?", daí, se for ruim, você pode não dar mais outra chance, e eles vão falar "Nossa o problema é essa série que não dá mais dinheiro, e não a gente que decidiu fazer um projeto meia-boca".

Rainha do Baile tinha tudo para ser um grande sucessor. A premissa interessante, bailes de formatura nunca perdem a graça, assim como slashers, e assim como anos 80. Mas ele erra em tudo, perdão, quase tudo, a trilha sonora é impecável, mas ela tinha os anos 80 a favor, então tava jogando no fácil.

 


Para começar vou falar dos problemas de organização da produção, o roteiro, a direção, a fotografia, nada é muito satisfatório. A fotografia do filme é interessante em alguns momentos, sustentada pelo design de produção na maioria do tempo, que por sua vez é sustentado, novamente, pelos anos 80 a seu favor, porém, a direção é TERRÍVEL. Eu não sei o que houve para não trazerem a diretora fodona da trilogia original de volta, eu juro que até fui conferir se ela tinha morrido, por quê não é possível que trocaram aquela direção alucinante por uma que NÃO TEM EXPRESSÃO ALGUMA.

Temos os anos 80, temos neon, temos visuais exagerados, um assassino com uma veste meio icônica, mas a direção não se emociona por nenhum desses fatores. Não temos transmitido nem mesmo coisas mais básicas, tipo amor, tensão sexual entre os personagens, quem dirá tensão de medo. A câmera é estática, ela não transmite a euforia que os anos 80 necessitam, ainda mais num filme slasher.

O roteiro é sem graça. O fato de ser muito curto aqui tem dois gumes, positivo, afinal eu não aguentava mais esse filme, mas negativo, pois, por talvez ele ser muito curto, o filme seja assim horrível, pois ele não tem tempo de fazer você se apegar a nenhum dos personagens, e junto dessa direção sem expressão, nenhum dos personagens realmente parecem relevantes.

Somos bombardeados com um monte de nomes de meninas, e de uma maneira bastante confusa, e novamente sem emoção, e eu cheguei no final do filme sem entender quem fazia parte do bando ou não, pois as meninas que foram apresentadas eram tão genéricas e tão pouco exploradas que me esqueci. E aliás, tinha uma outra garota loira, acho, que fazia campanha para a Queen Bee do grupinho, que eu jurava que ela também era parte do grupinho, e ela era tipo muito mais emocionante e relevante em atitudes do que as três participantes da alcateia que o filme tenta nos enfiar goela abaixo, sem envolvimento algum, apenas para ter mais gente para matar.

 

Como eu disse antes, o filme não tem expressão, e não é apenas a direção e roteiro que não sabem se expressar, os atores também não, e eu diria que dentre as participações relevantes, a nossa Final Girl, Lori, é uma das piores. Ela é uma personagem que já é prejudicada pelo roteiro E TAMBÉM PELA DIREÇÃO, mas a sua atuação é muito fraca, não tem emoção, ela não consegue sustentar esse filme. Se tivéssemos uma atriz imponente nesse papel, talvez o filme ficasse mais interessante de se assistir, mas como nem mesmo a protagonista da história é relevante, é interessante, não vale uma reassistida.

Enquanto estava selecionando imagens para compor o post, notei como a direção medíocre realmente não ajudou em nada o filme, pois NÃO TEM QUASE NENHUMA CENA ICÔNICA. As duas cenas mais interessantes, são a da amiga da protagonista partindo o próprio braço de brincadeira (essa é realmente chocante, e é mais legal, pois nós já conhecemos Rua do Medo, sabemos que essas coisas malucas podem acontecer DE VERDADE, por causa de toda a aura sinistra da cidade), e a cena da mãe assassina erguendo a faca como se fosse o Michael Myers para ir atrás da Lori (engraçado por quê Lori lembra o nome Laurie Strode, protagonista de Halloween.), ou também a cena do chuveiro em Psicose. (Pra ser sincero essa é a única atriz decente do filme, e ela é parte do elenco mais velho, então... chega até ser decepcionante que apenas a assassina é interessante, pois ela tem cinco minutos de tela).

Pelos pôsteres de divulgação, também temos algumas referências a Halloween, então este filme parece brincar em fazer estar homenagens em alguns momentos.

Toda a construção do assassino do filme não tem misticismo, e sim uma pessoa de verdade, com vontades, cria um mistério, mas o tempo de filme não ajuda. Pior ainda é quando é revelado o assassino, e você fica (???), quem é esse cara? Até alguém se manifestar e descobrirmos que é o pai da Queen Bee do grupinho. Assim, esses filmes que precisam de uma revelação de assassino, normalmente têm uma construção dos personagens ao redor, justamente para você ficar se questionando quem será, mas aqui neste filme cada personagem ao redor das principais, têm tipo 1 minuto de tela, com exceção da amiga da protagonista e o interesse romântico. A gente vê o pai da menina uma vez, é por cerca de 1 milésimo de segundo, e depois nunca mais, daí chega na grande revelação e precisamos de uma resposta dos personagens ao redor para entendermos quem é aquele careca.

É um problema também de caracterização, escolha de elenco. Se o filme precisava ser corrido então eles deveriam ter feito um design de produção mais marcante, uma escolha de elenco mais marcante, e um diretor com emoção.

Gente, o que foi esta batalha de dança? Eles não aprenderam nada com Wandinha? Este era o momento para eles tentarem fazer alguma coisa emocionante no filme, mas o diretor é realmente uma porta. A câmera estática em uma cena de dança.

Não adianta eu ficar aqui apenas me repetindo de que o filme é sem emoção, sem vida, que o diretor é um paspalho, pois eu poderia falar isso para cada uma das cenas do filme e estender esta publicação ao infinito, mas gente???? UMA CENA DE DANÇA, e o cara conseguiu fazer a coisa mais tosca. O problema não são as danças toscas, é a falta de emoção. A Wandinha faz uma dança tosca, mas tem emoção. É bem filmada, bem dirigida, bem atuada. Aqui infelizmente falta tudo.

No final, o filme faz uma cena pós-crédito besta, apenas para justificar este filme e os próximos que estarão por vir. O que SINCERAMENTE, ninguém liga para uma justificativa que canonize as histórias, é mais simples apenas estabelecer a franquia como uma franquia de terror, mas fazendo filmes bons, ao invés de tentar criar universo. Não sei por que, mas tenho a sensação de que é assim que funciona nos livros. Quem está assistindo este filme nem estava se preocupando com todo o mistério da bruxa dos outros filmes, e aliás, nem mesmo os personagens falam disso. É praticamente como se ignorassem, daí chega no final, eles querem dizer que uma nova maldição está iniciando-se na cidade, para talvez termos mais sequências de filmes justificadas por este ato.

E bom, se estes filmes forem bons, tudo bem, mas por algum motivo eu tenho sensação de que estes próximos vão tentar ser um pouco do que a trilogia original foi. Se assim for, que seja com emoção. Rainha do Baile é uma decepção enorme.

 

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Não assista a trailers! Encare a experiência - Premonição 6

 

Eu passei semanas ansioso por Premonição 6, e essa ansiedade tinha embasamento, pois este filme é absolutamente insano, mas, é claro que ele só foi absolutamente insano para mim, por quê evitei trailers, spoilers, vazamentos e tudo mais que pudesse acabar com a experiência. E para este filme, e sobre esse post, se você não viu nada sobre Premonição 6, então, pare de ler no fim deste parágrafo, e vá assistir PELO AMOR DE DEUS, sem saber nada, pois você vai ter a experiência mais GAGGING da sua vida, se você for fã de Premonição.

 

Vou ser sincero, não é como se eu não soubesse nada. Na verdade eu sabia que tinha essa loira aqui, e algo que envolvesse um caminhão de lixo (pois acabei vendo um post no twitter tipo "se você conhece a conexão entre este caminhão e premonição, então você viveu premonição 6), mas absolutamente tudo, do começo a ao fim, foi inédito e chocante, e meu deus, ainda bem que eu não vi trailer nenhum.

Primeiro que o filme começou e eu fiquei super chocado que se passava nos anos 60, pois é algo que eu definitivamente não estava esperando. E para ser sincero, naquele momento nada passou pela minha cabeça, embora o filme inteiro eu ficasse criando teorias do que aconteceria, na introdução HIPNOTIZANTE deste filme, eu fiquei tão imerso, que quando temos a transição, onde a premonição acaba e deveríamos testemunhar a mulher salvando a todos na torre, nós somos levados a outra personagem, daí eu fiquei CHOCADO. Eu fiquei tipo isso:


 Daí em diante, você meio que começa a sacar né, não demora muito para você entender que a protagonista não é a protagonista, e sim a neta dela que é. E outra coisa que você não demora a sacar é que a criancinha negra que a visionária salva, é muito provavelmente o cara do necrotério, William, que aparece em vários filmes, que tem alguma ligação com a morte, e sabe demais... até demais, de modo que nunca soubemos explicar, e que vamos entender apenas neste filme.

 O que eu posso dizer é que depois dessa cena inicial bizarra de boa, eu fiquei sedento por um filme de Premonição que realmente se passasse no passado, não apenas a visão. Como pessoa que não viu o trailer, também não sou capaz de imaginar como é a reação de quem viu o, ou os trailers, e já sabia que teria uma parte contemporânea no filme, só posso falar por mim.

Enquanto alguns momentos realmente tenham alívios cômicos, eu acho que Premonição não é tão terrir assim. Tem seus momentos que são tão exagerados, e tão chocantes, que me arrancaram risadas SIM, mas às vezes a minha expressão boquiaberta não evoluía para uma risada, ficava simplesmente naquilo, e posso dizer que com certeza, após todas aquelas construções longíssimas para as mortes, o que eu mais sentia era tensão, pois nunca sabia exatamente quando ia acontecer, e precisava me arrumar na cadeira e podia me ouvir soltando um longo suspiro, como se finalmente pudesse respirar novamente. Eu nunca senti isso com Premonição, então acho que os produtores estão de parabéns.

Aqui eles não queriam apenas chocar, eles queriam que fosse inesperado, e esse filme consegue servir uns bons três plot twists, quanto à expectativa que você cria enquanto assiste.

O nosso querido Tony Todd retorna aqui como William, desta vez, pela última vez, encerrando um ciclo para seu personagem e que é até bastante simbólico até ao próprio ator. Ele reaparece bem velhinho e com o estado de saúde já debilitado, pois o ator estava doente, e acabou falecendo no fim de 2024. Eu acho que esta homenagem ao personagem, acaba sendo uma homenagem ao ator também, e quando você pensa no filme, ele também parece ser uma grande despedida.

Não sei se o sucesso dele vai fazer termos uma continuação, mas lembro bem que todo Premonição se vendia como o ÚLTIMO. Foi com o quatro, foi com o cinco, e agora o seis tem até um subtítulo, e uma temática que liga todos os pontos, como um grande encerramento. O escalamento dos acontecimentos aqui é tão bem pensado e bem feito, é uma ideia tão boa, que qualquer outra que venha depois dessa, perde um pouco o sentido.

Claro, Premonição é Premonição, podem continuar acontecendo, e não necessariamente precisam do William estar presente para explicar regras e afins, há outras maneiras, mas de toda forma, para mim, este seria o encerramento perfeito. E longe de mim dizer que não quero mais. Eu adoraria mais filmes de Premonição, mas não consigo visualizar nenhum que venha a seguir, superando este.

Embora, aqui, eu queira finalizar, dizendo que este filme não é tudo mil maravilhas. Por exemplo, eu odeio a existência dessa cabana da avó Iris, ela não faz o menor sentido, especialmente odeio quando ela retorna no final, e a finalização do filme acontece lá. Eu sempre digo isso, acho que todo final de Premonição é meio broxante. Não a cena final, mas a finalização, a cena antes da última. Sinto que sempre juntam uns três personagens que faltam morrer e aí fica meio caótico e tentam acabar logo, em um cenário quase sempre sem graça. Essas cenas de finalização nunca são memoráveis, na minha opinião, isso vale até para o três, que é um dos melhores, se não o melhor, e tem a cena da quermesse, que é bem chata e decepcionante. Agora quanto ao final, para mim é um grande plot aqui. Embora, como eu fico ligado demais, já estava esperando. Eu meio que imaginava mesmo que a garota não havia se afogado, e quando eu vi o pai da namoradinha do irmão, dando um sorriso meio desconfortável, ao ouvir que o irmão ressuscitou a irmã, eu TIVE CERTEZA, de que ela não necessariamente havia morrido quando ele a salvou.

Enfim. Não assistam aos trailers. Se eu tivesse assistido aos trailers, então este filme aqui para mim não seria tão tenso quanto foi, e talvez um pouco mais engraçado que o normal. Valeu o HYPE, demais!

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Crônicas de um dia inteiro no cinema

 Hoje (05/05/25) eu fui passar o dia inteiro no cinema. Esse era um desejo profundo que eu tinha, porém, nunca foi o momento certo. Dessa vez, apesar dos pesares, foi o momento certo. Tinham três filmes que eu realmente queria ver em cartaz ao mesmo tempo e com horários perfeitamente convenientes para que eu os pudesse assistir sem perder parte alguma. Vou contar um pouco sobre cada um e falar o que achei.

 

#1 Homem com H


 Comecei o meu dia com Homem com H, do Esmir Filho que é simplesmente uma das obras mais lindas que já vi na vida. Não é clubismo, não é favorecimento. É FATO. O filme inteiro é captado com tanta maestria, com um olhar artístico, que ao mesmo tempo agrada um público mais geral, fazendo um perfeito equilíbrio entre essas visões.

Sem me estender muito no conceito acima, vou falar de como este filme me fez chorar cerca de cinco vezes, sendo uma delas bem no início onde teoricamente não deveria ter nada de muito emotivo, mas que como já deixei bem claro, sou uma maria-mole, chorei mesmo assim.

Acho que essa aura inspiradora do filme, sobre como deixar de ser gente e passar a ser bicho é uma das coisas mais interessantes do filme.

Eu me lembro quando era criança e vi uma vez uma propaganda da Som Livre que era exibida na globo, tocando um trecho de uma música de Secos e Molhados, acompanhada das excêntricas apresentações de Ney Matogrosso. Lembro perfeitamente de como aquilo era hipnotizante. Imagine você simplesmente fazer a sua arte e não ter noção de como estes sentimentos que você libera no palco são capazes de atingir as outras pessoas e acionar nelas esta vontade de fazer magia assim como você? É isso. Foi o que eu vi. Aquilo foi a coisa mais mágica que eu já tinha visto, e isso por que era real. Eu já era apaixonado por Harry Potter, mas Secos e Molhados estava no mundo real.

Eu acho que eu ter desenvolvido uma fixação por sair na rua fantasiado ao longo do tempo, enquanto muitas pessoas sentem vergonha, possa ter vindo disso. Se fantasiar, fugir da normalidade. O que Ney Matogrosso faz aqui é quase como se ele quisesse que todos soubessem o que é fugir da normalidade, e de como ele, já fugia da normalidade por conta da sua sexualidade, agora exibia a todos que a fuga da normalidade é um objeto verdadeiramente encantador.

Quando eu vi aquela propaganda de Secos e Molhados eu me encantei, mas nada se comparou ao que senti, pouco tempo depois, quando meu Avô comprou para mim um CD deles, no camelô, e eu, parafraseando a grande diva Andressa Urach, eu tive um êxtase maior que o da cocaína, suponho.

 

#2 Thunderbolts* 

Gravem bem este momento, pois esta deve ser uma das pouquíssimas vezes em que falarei bem de um filme de heróis, um filme da Marvel e derivados, e semelhantes.

Thunderbolts, admito, fui com expectativa acima da média. É raro eu criar expectativa para Marvel, e mais raro que isso é eu gastar o meio dinheiro indo ao cinema ver um filme da Marvel. Mas há um bom tempo eu vinha sendo bombardeado pelos trailers (e eu odeio ver trailers, mas neste caso, no cinema foi impossível evitar), e estes trailers, devo admitir, são bem instigantes. A vibe eletrizante do filme me lembrou Guardiões da Galáxia, Aves de Rapina, O Esquadrão Suicida, então sim, estava esperando isso. Estava esperando essa energia. Eu não recebi isso, porém não foi de todo mal.

A vibe sóbria do filme, com tons negros, acinzentada é algo muito interessante. Tudo parece meio sujo, e acho que combina com os personagens. Tem uma cena com Florence Pugh saindo pela janela do carro e dando um tiro em camburões que a perseguiam, que é simplesmente uma das captações de Florence mais lindas que já vi.

Outro ponto bastante positivo é este design meio VantaBlack do vilão, que é uma das coisas mais interessantes em escolhas de design que já vi. Eu adoro essa absolutize de cores. Em geral o filme abusa disso, e seu vilão é o exemplo perfeito. Essa corrupção negra que se estende por tudo é muito positiva. E aqui eu, mesmo estando esperando mais energético (até por quê é Marvel), recebi algo bastante diferente. Não temos uma grande batalha final, temos uma construção psicológica bastante inédita.

O filme não tem algo de muito inovador em sua direção, e eu acho que isso o beneficiaria bastante, o tornaria mais interessante, MUITO MAIS. Eu acho que o faria um belo exemplo. Mas sei lá, parece que todos os filmes da Marvel tentam se bastar pelo hype, fanbase, cenas de ação, cenas engraçadinhas, e se esquecem que há uma possibilidade de fazer um cinema artístico mesmo sendo tudo isso, como nos filmes de exemplo que citei no início. Este filme, entretanto me lembra a ótima experiência que tive com Eternos, porém como ele não explora tão bem quanto a direção, fica inferior a ele, para mim. Ainda sim, este será um daqueles poucos, que entram para a minha seleta lista de Filmes Tragáveis da Marvel, Heróis e Derivados, e Semelhantes. 

 

#3 Until Dawn


 Aqui eu já não posso dizer o mesmo. Until Dawn eu na verdade não tinha expectativa, pois vi os trailers e não estava entendendo NADA DA PROPOSTA. Afinal, se você diz que é Until Dawn, então espera-se que se trate de Until Dawn, e nos trailers tinha um assassino slasher, e looping, e eu fiquei bastante confuso. Não fui com expectativa negativa, na verdade, fui curioso, pois eles não queriam dizer exatamente do que se tratava o filme nos trailers, quase como um segredo, um trailer de confusão, e imaginei que tudo se explicaria no filme. Tudo se explica, mas é BEM RUIM.

Eles decidiram fazer uma salada mista de frutas podres neste filme, juntando todas as ideias estúpidas que lançaram na mesa, e NÃO FICOU NADA BOM. Eles pegaram uma base do que é o jogo Until Dawn, e não se desprenderam de outras que CLARAMENTE SÓ FUNCIONAM NO JOGO, por que queriam fazer uma homenagem, mas se tornou T O S C O.

As justificativas que eles arrumam para explicar a salada mista de "monstros", que mais parece o live action do Scooby-Doo 2 (me perdoe Live Action do Scooby-Doo 2 por te massacrar tão cruelmente com esta comparação), são simplesmente a coisa mais ridícula do mundo, e naquele ponto, explicar não torna o seu filme mais inteligente, sério mesmo.

Vocês tinham uma história interessante, não precisava seguir a história do jogo, mas também não precisava distorcê-la completamente apenas para surpreender o público com algo absolutamente inesperado. Isso destruiu completamente, mas por sorte, a história do jogo segue intacta para jogarmos quando quisermos, e honestamente esse filme não mancha ela.

Aparentemente, eles queriam apresentar Until Dawn para novos jogadores, mas sem entregar demais da história, colocar pontos que eles identificassem no jogo como referências.

A ÚNICA coisa positiva deste filme, sério, é tipo uma cena de um minuto que referencia a uma cena bem semelhante do jogo, onde a protagonista (que é uma chata, diga-se de passagem) está escondida, e um dos monstros fica bem ao lado dela. Esta sequência é interessante, e deixa um gosto amargo, por quê se este fosse um filme sobre os Wendigos, a maldição que os causa, e enfim, SIMPLESMENTE uma versão da história do jogo, só que para as telas, seria bom, mas eles decidiram que não.

Filmes de Looping Temporal são entediantes por que fica difícil se apegar aos personagens, e nesse aqui é BEM RUIM MESMO, por quê mesmo tendo todos os riscos, depois de tudo fica óbvio que nada vai acontecer, afinal PASSAMOS O FILME INTEIRO tendo mortes pros personagens, então por quê matá-los.

Until Dawn é angustiante, assustador, o risco é real, e aqui esse risco simplesmente não acontece. E DESTAQUE para um ponto que quebra totalmente a experiência do filme (que já não era tão boa), a ideia idiota dos personagens SIMPLESMENTE EXPLODIREM em um ponto da trama. Nossa, me senti um imbecil por ter gastado para ver isso.

 

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 Enfim, foi divertido passar o dia no cinema, mas o último filme foi entediante demais, então espero, da próxima vez, que o meu último filme seja uma ótima experiência.



Aki Sora ~ Sim, é uma publicação sobre hentai, mas é sobre o clima, calma.

 Aqui estou eu, pronto para falar muitas coisas comprometedoras. Estejam avisados, este é um post sobre um anime hentai de INCESTO. Recentem...