quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

IPromisedYouTheMoon - Eu... Isso não é um pedido de desculpas!

 Bom. Isso não é um pedido de desculpas ao Oh-aew. Mas com certeza um vai se foder Teh. Vai se foder Teh por estragar tudo e deixar as coisas mais difíceis para mim. Terá spoilers.


 Como vou começar a falar sobre isso? Bom. Dessa vez eu vou deixar o resumo um pouco pra depois para poder fazer algo que não fiz na última, e como esta é a parte dois, a segunda temporada, é bom pontuar algo que acho extremamente importante para a qualidade dessa produção, e também de outras produções desse diretor/criador. Aqui nessa segunda temporada temos um outro diretor, mas Naruebet Kuno segue na produção. A diferença é possível de notar, mas o novo diretor Tossaphon Riantong, faz um excelente trabalho em continuar o trabalho do primeiro, do idealizador da primeira temporada, e da série. Então aqui vão alguns comentários válidos para a primeira parte e que também funcionam para esta segunda, visto que o novo diretor aplica bem os conceitos do diretor da parte um.

Eu acho que ele é um mestre em manter a câmera nos personagens e deixar com que o tempo corra. Momentos de silêncio, momentos de olhares que duram uma eternidade, e fazendo isso de modo bem feito. Obvio que em alguns momento você quer esganar os personagens por eles apenas olharem e não falarem o que sentem, o que pensam, mas é muito curioso e delicioso a forma como o diretor faz isso. Eu acho que vaze cada segundo desses episódios que duram uma hora, às vezes mais de uma hora, por esses momentos naturalistas do vento batendo, da respiração, do olhar. Eu não pareço estar vendo uma série, eu estou vendo algo real, pessoas tendo o tempo real para pensar e responder, diferente de outro dorama que vi recentemente e tive o desgosto de ver (Semantic Error), que mais parecia uma malhação (mas, claro, muito pior pois era coreana). Nada contra malhação, mas os diálogos são atropelados.

Novamente esse diretor pega algo que parecia bom, te incomodava só um pouquinho, e te deixa totalmente desconfortável. Ele fez isso. Eu, assistindo essa segunda temporada, vim torcendo para que Teh notasse todos os problemas de Oh-aew, e não é que ele nota. Tem diálogos internos dele percebendo como Oh-aew não é dedicado, é mimado (quando ele ganha um carro dos pais só pra poder ir pra faculdade), como ele pinta o cabelo ou faz tatuagens só por que os amigos dele fizeram o mesmo. Ele notou todos os defeitos, e eu fiquei muito satisfeito, mas algo estranho aconteceu, eu já não odiava mais Oh-aew.

Esta cena inicial no aquário é uma das coisas mais linda que já vi, e até me inspirou a escrever um poema, algo que eu não fazia há muito tempo.

Oh-aew incrivelmente revelou-se um super carente, mas também uma de suas maiores qualidades, ele é fiel, fiel aos amigos, fiel ao namorado, ele é dedicado às pessoas que gosta, e isso não é um defeito. De uma hora para outra eu estava odiando ver Teh seguir em frente, pois na verdade ele não estava seguindo em frente, ele estava apenas deixando Oh-aew para trás, e isso era horrível de assistir. Ver uma pessoa se esforçando por outra que não quer mais saber dela, é doloroso. Quando acontece a traição (Teh trai Oh-aew com Jai, seu colega de faculdade), foi terrível, e foi imperdoável. Teh não estava arrependido, aliás, ele foi completamente imaturo e ficou insistindo no erro, mentindo, e seguiu magoando Oh-aew.

Eu sinceramente espero tudo desse diretor, e eu estava esperando que eles não ficassem mais juntos, uma coisa tipo Past Lives, mas não, no fim eles vão ficar juntos sim, mas essa construção dos acontecimentos, não consigo nem explicar o que eu senti, mas EU me senti apunhalado. Eu de repente estava totalmente do lado de Oh-aew, eu não conseguia mais lidar com Teh, com a presença dele. As suas desculpas foram fracas demais, e mesmo quando ele faz aquela peça, que eu achei muito lindo, ali até cheguei perto de perdoá-lo, ainda veio o discurso de Oh-aew, e eu não consegui perdoá-lo.

Eu entendo, e foi construído. A distância, e a falta de conexão deles na vida nova os fez se afastar, e fez Teh apaixonar-se pelo seu novo colega de faculdade (Jai). Apesar disso tudo, o diretor escolhe fazer os personagens não discutirem o ponto que a relação chegou (ponto-morto), e deixa os personagens acontecerem, Teh escolhe trair em um momento onde o ambiente, as sensações, tudo falou mais alto. E é fácil até ficar do lado dele, seria, se ele fosse honesto e terminasse, mas não, ele continuou mentindo e ferindo Oh-aew, e é aí que ele me perde. Eu até queria ver ele se envolver com outra pessoa, ter uma construção. Eu acho que não é traição se você se apaixona por alguém e decide aceitar e largar seu outro parceiro. É traição você mentir, você continuar com outra pessoa estando apaixonada por alguém novo. Isso me machucou muito, e eu não consegui engolir, pois até a última cena, e até mesmo quando acabou, eu continuei ali, remoendo em como Oh-aew, um personagem fictício, voltaria a confiar em alguém que mentiu para ele daquela maneira. E ao mesmo tempo a série me pegava pelos sentimentos do passado, construídos na primeira temporada. Eu queria eles juntos, era uma paixão de infância tão incandescente que eu sabia que eles jamais sentiriam aquela sensação com outra pessoa. 

Novamente, pontuo, o criador dessa série, diretor da parte um, sabe muito bem brincar com os nossos sentimentos, e o novo diretor recebeu o bastão e fez um bom trabalho. Mas é claro, que esse mix de sentimentos é muito também a um roteiro que brincou conosco, construiu esse casal, ao ponto de provocar algo tão confuso. Acho que se o objetivo era nos colocar na pele, parabéns, conseguiram.

Apesar disso, eu acho que a beleza da primeira temporada, a mensagem da primeira temporada é tão mais bonita, a construção dos personagens como amigos e rivais, o sonho de ser ator. Todas essas esperanças, os deslumbres da primeira temporada são todos massacrados na segunda: Uma universidade que você não quer mais fazer, um namorado que te trai, uma carreira de ator que não é aquele sonho que você esperava.

Teh, definitivamente se mostra infantil aqui, problemático, e ele não é o mar de rosas que eu pensei, ele é orgulhoso e também retraído. Ele magoa sua colega de faculdade, Khim, por puro egoísmo, e o que me irrita é não termos uma cena dele se desculpando. Teh nessa temporada só se desculpa em último caso, isso é decepcionante. #JustiçaPorKhim. Essa personagem foi a minha favorita da temporada, e eu saí triste por ela não receber o pedido de desculpas que merecia.

No fim, é uma temporada amarga, e se o objetivo dela era mostrar que a infância é um deslumbre, e na vida adulta todo mundo é um merda, parabéns. Para falar a verdade, vindo desse criador da série, eu acho que era EXATAMENTE ESSA A MENSAGEM. Eu, em outra vida, pararia na primeira temporada, Oh-aew é muito irritante e egoísta nela? Sim. Mas tudo na primeira temporada é encantador, e o final aberto seria incrível. Agora, tendo visto a segunda temporada, tudo o que sobrou foi amargor.


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Aki Sora ~ Sim, é uma publicação sobre hentai, mas é sobre o clima, calma.

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